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O primeiro a gente nunca esquece

Dizem que as primeiras vezes ficam para sempre na memória: o beijo, o sutiã, o namorado, a viagem, a escola, o trabalho… Existem milhares de “primeiros” e há uns dias fiz o meu primeiro teste de gravidez. Não sei se vai ficar assim tão guardado, mas sim senti praticamente todos os “sintomas” das primeiras vezes, um misto de ansiedade, otimismo, medo.

Disse para o tourinho que quando entrei na farmácia me senti como se fosse pedir um aumento ao chefe ou falar em público, aquele frio no estômago e respiração acelerada. Ao falar com a farmacêutica eu usei o meu truque: ser engraçada e mega simpática. “Quer o digital ou o normal?”, e eu com uma cara de interrogação, perguntei qual era o mais confiável, já que uma amiga tinha alertado para não comprar um muito barato que pode dar resultados falsos. Segundo ela não tinha diferença e ambos eram confiáveis, simplesmente um tem que interpretar as listrinhas e o outro diz na tela em letras garrafais “(no) embarazada” e de quantas semanas é a gravidez. Comprei o teste for dummies porque já estava meio doida esperando a monstra há uma semana e sem sentir sintoma algum, e lá fui esperar o resto da noite de sábado. O tourinho estava super tranquilo, e eu uma pilha, não consegui nem dormir direito. O problema de usar o primeiro xixi da manhã é que eu levanto no mínimo uma vez todas as noites, assim que combinamos que quando a bexiga me acordasse eu o chamaria para fazer o passeio ao banheiro. E foi assim que pela primeira vez fiz xixi num palitinho, e fiquei sentada ao lado da patente* esperando que um aparato de 13 euros pudesse marcar uma grande diferença nas nossas vidas.

O tourinho me diz: estou vendo umas letrinhas… “no embarazada”. Ah então tá, já sabemos que não é bezerrinho, é só o meu corpo fazendo uma brincadeira sem graça. Vamos voltar a dormir, que é domingo e tenho sono. Fiquei chateada, não me sentia grávida mas também não entendia o que estava acontecendo, é complicado não ter controle nenhum sobre o meu corpo e ter que esperar e esperar.

Depois de 13 dias de atraso veio a monstra, e como prometido fiquei longe do blog umas semanas para desopilar, mudar um pouco o foco e respirar outros ares. Bora seguir tentando, que é a parte mais divertida!

 

*patente = vaso sanitário para o pessoal do sul

E quando diabos eu ovulo?

Eu tenho um pouco de dificuldade de saber quando estou ovulando e quando não. É temperatura basal pra cá, mucosidade vaginal pra lá, e eu fico perdida. Mais ou menos estou calculando lá pela metade dos 30 dias que estou tendo de ciclo, mas nem saber o dia que começa eu sei! É quando sai a primeira “borra de café”? É o dia que vem com tudo, até com cólica? Entrei nos calculadores de ovulação de alguns dos sites que olho e tem uns que mais confundem que explicam. Deixo um aqui por se alguém também quer olhar que achei mais facilzinho.

Mas estou pensando seriamente em comprar um teste de ovulação, para pelo menos no próximo mês saber definir o meu período fértil e quem sabe poder me planejar e organizar nos seguintes. Acho que vou passar na minha farmácia preferida onde são todos uns fofos e perguntar o que recomendam.

A princípio acertei o cálculo do meu período fértil de agosto e tirei o couro do tourinho, mas não acho que estou grávida ainda, outra vez não rolou… fico um pouco xatiada com isso porque cada vez mais quero procriar, mas tento seguir uma das máximas em que sempre acreditei: tudo acontece (ou deixa de acontecer) por alguma razão, “estava escrito”. Se é pra ter um bezerrinho vamos ter, e na hora certa. Mas e a ansiedade da pessoa? Difícil manter essa serenidade e esperar o mundo dar as suas voltas. Tenho tentado não ficar bitolada e mudar o foco, o verão ajuda porque entre idas à praia e comprinhas na liquidação eu me distraio bastante!

Hoje aproveitei para dar uma geral nas minhas leituras “maternísticas”, mas se a monstra não atrasar e vier essa semana, prometo ficar afastada uns dias dos blogs e sites de mâmis.

Pastando por aí

Em primeiro lugar: não rolou! Meio óbvio, mas enfim… tive meu segundo período fértil “na ativa”, e graças aos céus finalmente minha libido voltou ao normal (aliás, estive um pouco mais assanhada do que o normal, amei!). Acho que não engravidei, a monstra deve chegar nos próximos dias, e se eu seguir sendo reloginho na próxima semana já sei se devo fazer um teste de farmácia ou não.

Mas bem, vamos ao que interessa: pastando por aí encontro muitas coisas que gosto, e sempre que achar algo fofo, interessante, intrigante, tentarei postar. Hoje como já estou com muito sono vou mostrar só duas fotinhos que uma “colaboradora secreta” me mandou:

Como seria se o tourinho decidisse amamentar

Como seria se o tourinho decidisse amamentar

Das fotos que eu adoraria copiar: In&Out

Das fotos que eu adoraria copiar: In&Out

Vou ver se nos próximos dias me organizo um pouco e escrevo mais!

Vaquinha no ponto

O ninho está pronto! Ou pelo menos é o que a citologia diz… Agora fico mais tranquila de saber que está tudo bem comigo, e que já só depende da natureza.

O tourinho e eu conversamos  e decidimos que já não vamos usar camisinha, mesmo que ainda não faça três meses que parei com a pílula e comecei com o ácido fólico. Achamos que a gravidez não vai vir assim tão rápido, e se vier será muito celebrada. Pelo que tenho lido também não seria nenhum problema que uma gravidez desejada e planejada viesse antes destes três primeiros meses, o importante é estar saudável e ter vontade.

Agora é relaxar e ir praticando, que é fundamental! E ir lendo, pesquisando, me informando sobre tudo, já que não posso (pelo menos não agora) contar com a sabedoria das vacas-mãe da família e amigas.

Pues nada, vamos abrir essa porteira e esperar o bezerrinho chegar!

3, 2, 1…

Amanhã vou buscar o resultado da citologia, e saberemos se a vaquinha está liberada para procriar. Ainda não falamos se já vamos abrir mão da camisinha ou não, mas o mais provável é que a gente aproveite para relaxar. Aliás, relaxados já fomos no mês passado, tanto é que eu fiquei meio nelvosa esperando minha menstruação.

É que eu ainda não sabia quando e como viria a dita cuja, e ao haver sido um pouco descuidados, comecei a ficar meio estressada no início do mês. Se o meu primeiro ciclo fosse de 28 dias, eu deveria ter menstruado mais ou menos no dia 27 de abril, mas tudo o que eu tive foi meio que uma TPM até o dia 30. Ok, já tinha lido que tinha que ter paciência porque o corpo ainda tem muito com o que se acostumar. Daí comecei a ter umas perdas de sangue, ah vai começar então, beleza! E fiquei na tal sujeirinha até o dia 4, 35 dias depois da minha última menstruação!

Eu já estava lendo tudo o que achava na internet, se era normal demorar, quais eram os sintomas de gravidez, se podia estar alguma coisa errada, blablablabla. O tourinho coitado já estava até rindo meio nervoso, e decidimos que se não descesse a monstra até o fim de semana faríamos um teste de farmácia. Nunca imaginei que fôssemos ficar tão maluquinhos já no primeiro ciclo. Enfim, li que tinha que esperar mesmo porque é normal que o nosso corpo fique meio pirado depois de parar com a pílula (mas também existem as abençoadas reloginho).

Para a próxima acho que não vai dar galho, porque estamos sendo mais disciplinados e porque estive numa fase esponja (tradução: assexuada, para desespero do marido).

Honestamente? Estou louca para abrir a porteira, largar a camisinha, relaxar e esperar que a natureza se encarregue do resto…já veremos!

Primeiros passos (os nossos)

Dia 23/03 fui à ginecologista para fazer uma revisão e dizer que quero começar a tentar engravidar.  Aqui em Barcelona uso o sistema público de saúde e tudo vai mais lento do que quando tinha convênio particular no Brasil. Só para ter a consulta tive que esperar mais de um mês, e o resultado de um simples papanicolau demora dois meses (!!!) em sair.

A médica deu uma olhada em um hemograma mais ou menos recente e não pediu nada mais, receitou ácido fólico para os três meses anteriores à gestação e disse para parar com a pílula pelo mesmo período. Disse que eu já poderia começar a contar estes três meses antes do resultado dos exames, e se tudo estiver bem só me faltaria um mês para liberar geral.

Assim que depois de algumas noites conversando, decidimos que na semana seguinte eu já não compraria a próxima cartela de anticoncepcional, e que começava oficialmente a nossa fase de “tentantes”.

Estou quase completando o meu primeiro mês sem pílula depois de 14 anos tomando a maldita, ainda não sei como funciona ou funcionará meu corpo sem essas porcarias. O brabo é usar camisinha depois de tantos anos, é difícil para os dois e obviamente não estamos sendo 100% cuidadosos com isso mas no pasa nada. Em um mês terei o resultado do papanicolau e saberemos se ficamos livres em breve ou não.