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8 meses de bezerrices

Azar se foi já no finalzinho do mês, mas o mais legal tem que ser comentado primeiro: saiu o primeiro dentinho! A Bezerrinha estava toda feliz atacando meu dedo e senti a coisinha dura, tipo uma unha de tão fininha e já ia olhar para ver o que ela tinha metido na boca, quando me dei conta de que era um dente! Morri de emoção né, não precisa nem dizer…
E os sintomas? Pois é, há controvérsias. Ela estava com diarréia há 3 dias, um cocô verde que deixou ela super assada, mas segundo os pediatras (foram dois em dias diferentes) não tem a ver, provavelmente o desarranjo foi causado por uma otite em um dos ouvidos. Não sei, só sei que chorei com ela quando doía a bundinha na hora de limpar, e passei um dia inteiro em casa trocando fraldas quase a cada hora e lavando na pia só com água, enchendo de pomada e maisena. E ainda por cima a tal da otite nos trouxe o primeiro antibiótico da bichinha, pena ao cubo!
Bom, além disso ela descobriu duas sílabas, o “ba” e o “da” e fica horas repetindo, rio muito e fico querendo engolir de tão fofa.
Temos um ser que se move, muito. Bota sentada em um lugar, em poucos minutos está em outro ponto. É um estica, mexe a perna, pega o brinquedo, senta de novo, só de olhar cansa. E escala pai e mãe, agarra roupa, sobe nas pernas e quer ficar de pé. A bunda balança e rebola durante os segundos que fica de quatro.
O tema comida é o que nos domina agora, seguimos acreditando no baby led weaning, até porque é ver a colher se aproximar à boca e ela vira a cara, mas quando os pedaços são oferecidos para ela pegar daí começa a refeição. Ela já come (atenção, comer não significa encher a barriga) maçã, pera, banana, pão, arroz e adorou frango. Ah e toma água no copinho. Realmente tenho notado um maior interesse dela, e acho que respeitando o seu ritmo vamos ter menos estresse e frustração. É claro que eu adoraria dizer que a Laia já bate um pratão e fica na boa sem mamar umas horinhas, mas não quero forçar nada e aproveitar a nossa situação atual para fazer estes “experimentos”.
Outra novidade é que além de bezerra agora ela vai virar peixinha: começamos natação para bebês! Ela gostou bastante, batia pernas e braços, faceira. Só não curtiu mergulhar, mas nos disseram que é normal e que depois teoricamente se acostumam.
O sono segue um desastre, não sei se por causa das “perebas” é que piorou, mas tem noite que ela acorda cada duas horas. Tem dia que pareço um zumbi, esgotada mesmo e com um humor do cão. Realmente não sei quando vai melhorar, só sei que cada noite eu torço para que ela durma umas horinhas a mais.

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7 meses de bezerrices

A matraquice certamente é de família e chegou pra ficar! Ela “conversa” fazendo muito esforço, muitos sopros (com direito a litros de baba), muitos “ããã”, muitas “puxadas de ar”. Tem hora que parece um macaquinho por causa da gritaria e tem hora que está mais para cachorro porque fica arfando, hilário. Acho impossível descrever os sons, hehe.
Começou a provar alimentos além do leite materno, mas não come ainda. Como assim? Ofereci algumas coisas (batata, cenoura, abobrinha, pêra, arroz, aveia, polenta) mas ainda não encheu a boca, ainda fica cuspindo o que acabou de entrar, e engoliu quantidades ínfimas. O que me impressionou é que com o “nada” que chega na barriga o cocô já muda um monte. Já provou água também mas estranhou e não quis nem saber do meu leite fora da embalagem original (nem mamadeira, nem copinho).
Eu tento levar isso tudo numa boa e com calma porque não tenho que voltar a trabalhar, porque não temos uma rotina rígida, mas estou botando minhas esperanças de ter um tempo para mim assim que ela puder se alimentar e ficar umas horinhas separada da mamãe.
Ah a separação… Graças ao isolamento social de sermos expatriados sem família, a bezerrinha está um grude só! Os adultos com quem convivemos mais basicamente são as outras mães, que estão cuidando dos seus filhos e portanto raramente a pegam no colo, daí quando lá de vez em quando tento passar a bichinha para braços alheios começa o show. Chora como em dia de vacina, me olha meio desesperada, e mesmo quando resgatada rapidamente fica com aquele suspiro sentido uns quantos minutos. E isso que sou super despachada, por mim pode pegar e virar do avesso, mas imagino que seja normal na nossa situação. O Tourinho faz o possível para ajudar, mas às vezes até com ele fica chatinha.
Ah e como esse é o único inverno dela aqui na Espanha, levamos a Laia para ver a neve, e foi muito gostoso fazer a primeira viagenzinha em família. Loucura que para uma noite fora se leva mais coisas para esse bichinho do que para o casal!

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