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E quando diabos eu ovulo?

Eu tenho um pouco de dificuldade de saber quando estou ovulando e quando não. É temperatura basal pra cá, mucosidade vaginal pra lá, e eu fico perdida. Mais ou menos estou calculando lá pela metade dos 30 dias que estou tendo de ciclo, mas nem saber o dia que começa eu sei! É quando sai a primeira “borra de café”? É o dia que vem com tudo, até com cólica? Entrei nos calculadores de ovulação de alguns dos sites que olho e tem uns que mais confundem que explicam. Deixo um aqui por se alguém também quer olhar que achei mais facilzinho.

Mas estou pensando seriamente em comprar um teste de ovulação, para pelo menos no próximo mês saber definir o meu período fértil e quem sabe poder me planejar e organizar nos seguintes. Acho que vou passar na minha farmácia preferida onde são todos uns fofos e perguntar o que recomendam.

A princípio acertei o cálculo do meu período fértil de agosto e tirei o couro do tourinho, mas não acho que estou grávida ainda, outra vez não rolou… fico um pouco xatiada com isso porque cada vez mais quero procriar, mas tento seguir uma das máximas em que sempre acreditei: tudo acontece (ou deixa de acontecer) por alguma razão, “estava escrito”. Se é pra ter um bezerrinho vamos ter, e na hora certa. Mas e a ansiedade da pessoa? Difícil manter essa serenidade e esperar o mundo dar as suas voltas. Tenho tentado não ficar bitolada e mudar o foco, o verão ajuda porque entre idas à praia e comprinhas na liquidação eu me distraio bastante!

Hoje aproveitei para dar uma geral nas minhas leituras “maternísticas”, mas se a monstra não atrasar e vier essa semana, prometo ficar afastada uns dias dos blogs e sites de mâmis.

Pastando por aí

Em primeiro lugar: não rolou! Meio óbvio, mas enfim… tive meu segundo período fértil “na ativa”, e graças aos céus finalmente minha libido voltou ao normal (aliás, estive um pouco mais assanhada do que o normal, amei!). Acho que não engravidei, a monstra deve chegar nos próximos dias, e se eu seguir sendo reloginho na próxima semana já sei se devo fazer um teste de farmácia ou não.

Mas bem, vamos ao que interessa: pastando por aí encontro muitas coisas que gosto, e sempre que achar algo fofo, interessante, intrigante, tentarei postar. Hoje como já estou com muito sono vou mostrar só duas fotinhos que uma “colaboradora secreta” me mandou:

Como seria se o tourinho decidisse amamentar

Como seria se o tourinho decidisse amamentar

Das fotos que eu adoraria copiar: In&Out

Das fotos que eu adoraria copiar: In&Out

Vou ver se nos próximos dias me organizo um pouco e escrevo mais!

Ruim com ela, pior sem ela

Depois de quase 15 anos tomando pílula praticamente sem interrupção, eu estava doida para saber quem sou sem o bendito comprimidinho… ficava pensando que seria bacana ver como o meu corpo iria reagir sem “coisas falsas”, sendo natural depois de tanto tempo, que isso seria ótimo para mim.

Apesar de ter a eterna dúvida de se não é ruim estar sob efeito de elementos artificiais, eu adorava ter o controle sobre o meu ciclo menstrual (quem nunca emendou cartela para poder viajar e não ser visitada pela monstra em plena praia?), e apesar de ter tido um ou outro efeito colateral não podia me queixar.

Daí a pessoa abandona o método contraceptivo bem feliz, achando que tudo vai ser perfeito e BAM, dá de cara com o horror! E literalmente, porque todo dia me olho no espelho e só vejo uma ogra, a minha pele está que é um sebo só, cheia de cravos e espinhas, coisa que nunca tive nem no auge da minha puberdade. Esses vulcões se espalham desde a raiz dos cabelos até as costas e colo, e para completar tenho “unhas nervosas” que espremem, coçam, arranham e fuçam até marcar a pele. Tenho pavor de “coisas na cara”, sempre fico muito chateada com qualquer coisa que afete minha aparência (não sou miss, mas até que sou uma vaca interessante), é de chorar num cantinho.

E ainda fico com a paranoia de que a qualquer momento alguém vai se dar conta da minha transformação em Chokito, e vai fazer uma pergunta que não saberei responder. Ah claro, mais o fato já comentado de não ter ideia de quando vou menstruar (se supõe que hoje desceu, o segundo ciclo foi mais curto, 30 dias). E só para completar o quadro da dor, não sei se tem a ver ou não mas ultimamente ando bem esponja. Bah, chata hein?

Mas se tem alguma coisa boa em ter parado com a pílula, além de obviamente permitir uma gravidez, é que parei de ter os escapes (um sangramento entre os ciclos, que era um porre e que já perdurava há uns aninhos). E só!

Dá para pular tudo isso e ir logo para o momento deusa que muitas mulheres dizem sentir quando estão prenhas? Se bem que no ritmo que vou, certo que vou me sentir um bicho durante 9 meses…ai, ai, ai, coitado do tourinho.

Do avesso

Em uma das minhas primeiras consultas meu ginecologista amado me explicou que eu tenho o útero retroverso, e exatamente por ser um amado, na mesma hora explicou que eu não me preocupasse porque isso significa simplesmente que o meu útero é virado para trás e não para frente, ponto. Lembro como se fosse hoje (e lá se vão uns 15 anos) que ele fechou a mão e com o punho para frente mostrou o que é o útero mais comum, e girando a munheca para trás se via o meu tipo de útero. Prontamente ele me tranquilizou dizendo que isso é bastante comum, e que de forma alguma significaria problemas de fertilidade.

Outra coisa que tenho “do avesso” é o meu mamilo. Assim mesmo no singular porque só o direito se esconde, apesar de que o esquerdo é meio preguiçoso também e só se assanha com estímulos (me refiro ao frio também, hein?). Ele simplesmente não sai, posso morrer de frio ou ganhar uns carinhos mais atrevidos e nada, se enruga todo mas não salta para fora. Onde já se viu uma vaca com uma teta meia-boca?

Agora que estou mergulhando no mundo da maternidade resolvi pesquisar um pouco sobre estes temas, e só confirmo o que o médico já tinha me dito: útero retroverso (ou invertido, virado, etc.) não é problema algum para engravidar. Já o peito viradinho vai me dar um pouco mais de trabalho, porque mesmo com um bezerrinho atracado nele pode que o danado não se “manifeste”, então durante a gravidez terei que preparar as tetas da vaquinha!

Aqui vão alguns links onde eu andei pastando para quem quiser saber mais:

útero

Wikipédia: Retroversão uterina

BabyCenter: Anomalias anatômicas do útero

Toque ginecológico: Seu útero é virado ou invertido?

Engravidar: Útero invertido

mamilo

BabyCenter: Amamentação com mamilos planos ou invertidos

Babysitio (en español): Pezones planos e invertidos

SINA (en español): Pezón plano, pesón invertido y lactancia

Vaquinha no ponto

O ninho está pronto! Ou pelo menos é o que a citologia diz… Agora fico mais tranquila de saber que está tudo bem comigo, e que já só depende da natureza.

O tourinho e eu conversamos  e decidimos que já não vamos usar camisinha, mesmo que ainda não faça três meses que parei com a pílula e comecei com o ácido fólico. Achamos que a gravidez não vai vir assim tão rápido, e se vier será muito celebrada. Pelo que tenho lido também não seria nenhum problema que uma gravidez desejada e planejada viesse antes destes três primeiros meses, o importante é estar saudável e ter vontade.

Agora é relaxar e ir praticando, que é fundamental! E ir lendo, pesquisando, me informando sobre tudo, já que não posso (pelo menos não agora) contar com a sabedoria das vacas-mãe da família e amigas.

Pues nada, vamos abrir essa porteira e esperar o bezerrinho chegar!

3, 2, 1…

Amanhã vou buscar o resultado da citologia, e saberemos se a vaquinha está liberada para procriar. Ainda não falamos se já vamos abrir mão da camisinha ou não, mas o mais provável é que a gente aproveite para relaxar. Aliás, relaxados já fomos no mês passado, tanto é que eu fiquei meio nelvosa esperando minha menstruação.

É que eu ainda não sabia quando e como viria a dita cuja, e ao haver sido um pouco descuidados, comecei a ficar meio estressada no início do mês. Se o meu primeiro ciclo fosse de 28 dias, eu deveria ter menstruado mais ou menos no dia 27 de abril, mas tudo o que eu tive foi meio que uma TPM até o dia 30. Ok, já tinha lido que tinha que ter paciência porque o corpo ainda tem muito com o que se acostumar. Daí comecei a ter umas perdas de sangue, ah vai começar então, beleza! E fiquei na tal sujeirinha até o dia 4, 35 dias depois da minha última menstruação!

Eu já estava lendo tudo o que achava na internet, se era normal demorar, quais eram os sintomas de gravidez, se podia estar alguma coisa errada, blablablabla. O tourinho coitado já estava até rindo meio nervoso, e decidimos que se não descesse a monstra até o fim de semana faríamos um teste de farmácia. Nunca imaginei que fôssemos ficar tão maluquinhos já no primeiro ciclo. Enfim, li que tinha que esperar mesmo porque é normal que o nosso corpo fique meio pirado depois de parar com a pílula (mas também existem as abençoadas reloginho).

Para a próxima acho que não vai dar galho, porque estamos sendo mais disciplinados e porque estive numa fase esponja (tradução: assexuada, para desespero do marido).

Honestamente? Estou louca para abrir a porteira, largar a camisinha, relaxar e esperar que a natureza se encarregue do resto…já veremos!

A decisão

Sempre quis ser mãe, desde que me conheço por gente gostava de brincar de estar grávida e até de dar o peito às minhas bonecas. Adoro as mulheres grávidas, acho uma das coisas mais lindas do mundo e tenho paixão por bebês. Não posso ver um barrigão ou um recém-nascido que já fico toda boba.

O tourinho sempre quis ser pai, não sei se brincava de “estar grávido”, mas sei que desde o início do nosso namoro já mostrava que queria que eu fosse a mãe dos filhos dele. Eu dizia que ainda era muito cedo porque tínhamos muito que fazer como casal, e chegava a me irritar quando ele cantava “pare de tomar a pílula” (aquela música maravilhosa do Odair José, o “terror das empregadas”). Mas eu sempre soube que ele seria o pai dos meus filhos, só não era a hora ainda.

No ano passado voltamos ao assunto do qual falamos em outros momentos, mas com uma vontade incrível de torná-lo realidade. Começamos uma nova fase, voltando a morar sozinhos depois de 3 anos dividindo apartamento (isso no exterior é comum) e no início de 2012 demos os primeiros passos. Pesamos os prós e os contras de termos um bebê longe das nossas famílias e batemos o martelo: estamos prontos. Quer dizer, prontos mesmo nunca estaremos, mas a decisão foi tomada e o processo iniciado.

Marcamos revisões médicas, estamos lendo tudo o que podemos para estar bem informados, e se estiver tudo ok com a vaquinha, dentro de pouco abriremos a fábrica de bezerrinhos.