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Relato de parto: como veio ao mundo a Bezerrinha

No meu último post de grávida falei que estava um pouco desanimada ao ter completado as 40 semanas e ter que encarar a possibilidade de ter um parto induzido, depois não escrevi mais porque na mesma semana chegaram meus pais para passar quase um mês conosco, e aproveitei a visita deles ao máximo. Curtimos muito os meus últimos dias de pança e me mexi bastante tentando “chamar” a bezerrinha. Foi ótimo para que eu me animasse e não ficasse tão ansiosa.

Ao completar as 41 semanas fomos à maternidade, e o médico deu a real: se ela não nascesse naturalmente dentro de uma semana provocaríamos o parto, mas para isso eu teria que voltar cada dois dias para monitorar contrações e batimentos cardíacos do nenê, e eles só esperariam a terça dia 6 se tudo se mantivesse bem. Eu praticamente não sentia as contrações que marcavam as cintas, e na quinta já tinha 2cm de dilatação mas ainda não tinha mais indícios de um parto próximo.

No sábado dia 3 fomos a um novo controle e nos deram hora e dia para a internação: segunda dia 5 às 11h. Começariam com a prostaglandina via vaginal e fariam tudo para que ela nascesse até o dia seguinte.

Neste mesmo sábado chegou uma das minhas irmãs, e passamos um tranquilo dia em família, e a única coisa que eu sentia era um pouco de cansaço e preguiça. Fizemos uma sessão de fotos com a barriga e nos demos conta de que ela já estava bem mais baixa, mas fora isso não senti mais nada.

Pouco depois de jantar, o Tourinho e eu começamos a nos preparar para ir dormir e quando eu ia entrar no banho senti a primeira contração. Foi bem dolorida e longa, e pensei que talvez ela chegasse antes de segunda se começasse o processo nesta madrugada e nos escaparíamos da indução. Fui pro chuveiro bem tranquila achando que ia demorar para sentir outra contração, mas elas começaram a vir bem seguidas. Só começamos a contar quase uma hora mais tarde quando fomos para o quarto, mas elas já tinham intervalos de uns 7 minutos e duravam 2 minutos!!!

A partir daí as contrações foram ficando cada vez mais intensas, o intervalo diminuía, e eu fui ficando mais “chapada” entre uma e outra. Usei a bola de pilates para tentar aliviar um pouco a dor, porque na cama era insuportável, e me agarrava no Tourinho tentando lembrar de respirar.

Em uma das vezes que fui ao banheiro, por volta das 2h, vi que estava perdendo sangue e decidimos ir ao hospital, porque tudo ia muito rápido. Chamamos um táxi e acho que o motora coitado ficou meio apavorado, só me olhava pelo retrovisor com uns olhos esbugalhados. Eu urrava quando tinha uma contração, e no intervalo ficava viajando tentando entender onde estávamos.

Cheguei à maternidade com 4 centímetros de dilatação e em pleno trabalho de parto, portanto eu já ficava internada. Como eu estava doidona, custava a entender quando falavam comigo, era como se eu não escutasse as pessoas, ou de repente não soubesse falar espanhol, o Tourinho tinha que responder algumas coisas porque eu simplesmente estava em outro mundo.

Em algum momento de lucidez a plantonista que estava me atendendo se sentou do meu lado e conversou por alguns minutos sobre o que eu queria: se tinha pensado na banheira, em parto natural, epidural… ela foi muito simpática e paciente, e acabei dizendo que ia optar pela anestesia mesmo. Tentei ser valente, mas eu só conseguia imaginar que as dores só iam piorar, que eu já estava cansada no meio do processo e que talvez não me sobrassem ânimo nem forças para a hora de empurrar.

Botei aquela batinha “charmosa” e fui caminhando até a sala de parto, acompanhada pelo Tourinho, que só se afastou para guardar as bolsas em um armário e vestir o avental e touca que pediram para ele colocar.

Em seguida vieram a comadrona que ia me atender, a anestesista e a auxiliar dela. Me puseram numa posição bem desagradável (sentada com as pernas esticadas e toda curvada) e começou a função… a guria me furava e não chegava no ponto certo (eu avisava que doía, coisa que eu achava que não devia sentir), e nesse meio tempo eu tinha contrações super fortes e cuidava para não mexer um centímetro porque sei que é perigoso. Ela acabou chamando outra anestesista porque não houve jeito de acertar, e pelos nossos cálculos tudo durou cerca de uma hora.

Um dos únicos momentos em que me senti mal atendida foi esse, porque a segunda anestesista foi um pouco grosseira comigo dizendo que eu não ficava na posição certa, e eu quase chorando de dor e cansaço disse que estava me comportando, imóvel e avisando de quando vinham as contrações, e que ela não me pressionasse porque eu não podia fazer mais do que aquilo. Daí vem um detalhe: parece que quando finalmente ela acertou, espirrou sangue meu na cara dela, e depois ela ficou toda cagada olhando minha ficha, tendo que fazer exames para ver se ela estava bem. Só uma coisa a dizer sobre isso, bem feito! Devo ter garantido umas horas ou dias de agonia para ela!

Quando a epidural começou a fazer efeito pude relaxar e até consegui descansar um pouco. Demos umas cochiladas, e de vez em quando a comadrona entrava para ver os monitores, perguntar como eu estava ou fazer um exame de toque para saber como avançávamos. A parte chata de estar anestesiada é não poder comer e beber, e ter que me contentar em molhar a boca.

Não lembro direito quando foi que me disseram que era melhor romper a bolsa para acelerar um pouco a descida da bezerrinha, me disseram que ela ainda estava um pouco alta e isso ajudaria, dei ok e não senti nada além da molhaçada.

Por volta das 9h me disseram que estava com dilatação total, e que era hora de começar a empurrar. Eu sentia muita pressão no reto e ânus, era como uma vontade louca de ir no banheiro, não chegava a doer mas era muito forte e incômoda, e elas confirmavam que era a cabeça abrindo a passagem, que era um dos sinais de que ela estava chegando.

Fizemos a primeira tentativa, ela não acabava de encaixar, e ao me colocarem na posição ginecológica as contrações perdiam força, então me disseram para descansar um pouco antes de voltar a tentar. Na segunda vez uma das comadronas resolveu apertar minha barriga (quase montada em mim) e eu mandei sair: além de machucar já tinha lido que podia ser perigoso. De novo não rolou, e disseram que me dariam ocitocina para que as contrações não fossem embora quando me deitassem. Elas mesmas diziam que aquela posição era “anti-parto”, então insisti para mudar a postura, mesmo com a anestesia podíamos tentar algo diferente.

Na terceira tentativa fiquei mais sentada um pouco, com os pés apoiados mais abaixo ao invés de ter as pernas penduradas pela parte interna dos joelhos, e com as costas mais elevadas. Em todas as vezes elas puxaram uns agarradores para as mãos e o Tourinho me ajudava a subir a cabeça e as costas quando eu fazia força.

Lembro que elas me animavam o tempo todo dizendo que eu estava fazendo tudo certo, que só mais um pouco, respira fundo, aguenta… e o Tourinho também, ia me dizendo que faltava pouco para ver a nossa bezerrinha, que era bem cabeluda e que já estava quase aqui conosco, ia e voltava, espiando a saída dela e me apoiando.

Quando a cabeça saiu, senti uma dor relativamente forte apesar da anestesia, era meio queimando, meio rasgando… não consigo nem imaginar como será sem epidural! A comadrona nesse momento me pediu para parar de empurrar porque ela tinha o cordão enrolado no pescoço, colocaram as pinças/ tesouras para evitar o estrangulamento (não sei se cortaram ali ou não) e disseram para seguir fazendo força. Às 11h50 ela nasceu, e no mesmo instante em que senti o corpinho dela saindo de mim desatei a chorar. Para ser sincera, foi um choro de alívio, de que tudo tinha acabado, de dever cumprido. E logo um misto de alívio e de emoção: eu tinha parido a minha bezerrinha. Imediatamente ela foi colocada sobre o meu peito nu (elas já tinham tirado a minha bata), e ali ela ficou bastante tempo. Aqueles olhões enormes já estavam num pisca-pisca me olhando, e ela praticamente não chorou. Só botou a boca no mundo quando a pesaram, nos poucos minutos em que ela foi separada de mim, e todos os outros procedimentos foram feitos com ela ali no meu colo. Nós melecadas e cansadas, mas curtindo aquele momento só nosso, e a bezerrinha já se agarrou no ubre, fazia tanto barulho chupando que as comadronas até riram.

O Tourinho acabou não cortando o cordão umbilical, achamos que foi por causa da circular, mas foi possível a doação do sangue umbilical (em outro post explico melhor). Vi a placenta saindo rapidamente, e acabei levando alguns pontos internos porque tive um pouco de desgarre no canal vaginal. Essa parte é chatinha, porque como vão tirando a anestesia acaba machucando um pouco.

Permanecemos quase duas horas na sala de parto porque estavam liberando um quarto privado e nos pediram para esperar, e nós duas aproveitamos até para tirar um cochilo. Ela só saiu do meu peito um bom tempo depois de subirmos ao quarto, quando a levaram para uma primeira avaliação completa do pediatra e para botar a roupinha.

Posso dizer que estou muito contente e satisfeita com o meu parto, sou consciente de que talvez poderia ter tido uma experiência mais natural e menos medicalizada, mas acredito que tinha informação suficiente para poder decidir o que no momento pensei ser melhor para mim e minha filha. E quem disse que eu não posso tentar algo distinto na próxima? Apesar de que uma nova gravidez e parto agora estão em planos beeeeem distantes! 😉

O parto da bezerrinha

O nosso primeiro encontro

O Tourinho também muge

Bom, acho que é hora do Touro deixar de ruminar e botar para fora as suas emoções, sentimentos, impressões ou até medos, mas acima de tudo a alegria pela vinda da Laia que vai ser expressa em algumas palavras compartilhadas com a Vaquinha no nosso blog. Como a ruminação foi longa tentarei ser sucinto nas ideias porque ainda tem muita coisa que vamos passar.

1. O anúncio:

Depois de alguns meses tentando, poucos, a Vaquinha tinha uma consulta com o médico porque a menstruação tinha ficado completamente desregulada e ela já estava muito nervosa fazendo quase um teste de gravidez por mês, e isso me causava certo desconforto porque minha mulher que sempre foi uma pessoa tão segura em muitos aspectos começa a se tornar nervosa, ansiosa e insegura. Nesses momentos entrava em ação o lado equilibrado do Touro, “herencia del abuelo Pepe”, e eu tentava ajudá-la a centrar-se e ficar tranquila porque o momento e ela necessitavam. O posto de saúde está muito próximo ao meu trabalho, e ao sair da consulta ela me ligou pedindo para que eu descesse, achei que seria como outras vezes em que ela vinha dar-me um beijo. Sem desconfiar de absolutamente nada desço e quando abro a porta do prédio vejo que a Vaquinha está muito nervosa e começa a chorar dizendo: “conseguimos, já estou grávida”. Não consegui ter nenhuma reação somente sorri e a abracei. Voltei a trabalhar, bom tentei, porque passei o resto do dia no ar…

2. O pós-anúncio:

Foi muito estranho, mas aquela expressão “cair a ficha” realmente existe e a nossa não caía. Porque foram passando os dias e tudo continuava igual, as conversas, o dia-a-dia, mas na realidade não. Agora vinha um bebê e nós tínhamos conhecimento disso, mas ainda não havia mudado o nosso cotidiano. Muito louco, a ficha não tinha caído para nenhum dos dois. E assim foram passando os dias.

3. Bezerro ou Bezerra:

Eu particularmente não tinha preferência, mas algumas variantes pesam para um lado ou outro, como por exemplo, na minha família meu irmão já tem uma guria e por esse motivo seria muito legal um guri. Na família da Flávia quase todos queriam uma guria, uns com argumentos razoáveis, outros sem nenhum sentido, uns comedidos, outros mais explícitos. Quem não tentou nenhum prognóstico foi meu sogro, penso que ele tinha uma opinião, mas por questões que somente o íntimo de um homem pode explicar, não fez nenhum comentário. Creio que por lógica ele gostaria que fosse um guri ou como se diz em espanhol “le haría mucha ilusión que fuera un niño”.

4. Contos engraçados:

a) Depois de fazer uma pesquisa em algumas lojas buscando carrinhos de bebês, e como bom neto de portugueses o preço para mim era muito relevante, nos decidimos e compramos um. No dia em que fomos buscá-lo, eu enquanto carregava uma caixa de uns 11 quilos disse à Vaquinha:

– É fofinha, agora não tem mais volta!  – E sua resposta foi:

– Já não tem mais volta há três meses!!!!

b) Dizem que a gravidez afeta as mulheres, eis um exemplo: a Vaquinha sempre foi muito ligada, esperta, inteligente, em questões como localizar-se em lugares públicos (shoppings, aeroportos, etc…). Viajamos a Roma no final do ano e ao passar pelo controle de segurança do aeroporto de Barcelona deveríamos ir para a porta de embarque B23 e ela sem duvidar disse:

– É por aqui.

Eu tinha acabado de olhar as indicações e me pareceu que era para o outro lado, mas não retruquei porque ela sempre teve boa orientação. Resumindo: descemos, subimos, voltamos pelo outro lado, quase paramos na imigração, e no momento do desespero dela falei:

– Acho que era por ali… – e era!

É real, a gravidez afeta as mulheres.

5. A Laia antes de nascer já causa polêmica:

A escolha do nome sempre é um momento que pode trazer um pouco de “tensão” para o casal porque cada um tem a sua preferência, as influências ou opiniões dos familiares e amigos também podem contribuir para confundir mais o casal. Havíamos decidido que até saber o sexo do bebê não faríamos nenhuma lista de nomes porque seria perda de tempo, e também para evitar desgastes desnecessários. No momento em que soubemos que seria uma guria começou a polêmica. Brincadeiras e sugestões surgiram, num primeiro momento tudo muito engraçado, mas com o passar dos dias chegaram os palpites e eu concordo que cada um tem o direito de ter opinião e também de emiti-la, mas no meu modo de entender há um limite tênue entre opinar e intrometer-se. Conversando com a Vaquinha nos demos conta de que o nome Laia foi o primeiro que surgiu de forma espontânea e acho que o mesmo já estava escolhido em nossos corações. Laia é um nome curto e forte, e como coloquei no título deste item ela virá para polemizar e mudar a vida de todos nós.

6. Quando a Laia disse “oi”:

Realmente o momento de ver ou sentir o bebê se movendo é muito estranho e louco ao mesmo tempo. Porque tu sabes que a tua filha está na barriga da mãe, mas ela ainda não tem rosto e também não se mexe. A partir de certo dia a Vaquinha começa a fazer comentários que sente algo raro na barriga como cosquinhas, e eu digo:

– É a Laia se mexendo!

Coloco a mão na barriga dela e sinto um leve empurrão. Era a Laia, fico em silêncio tentando entender essa comunicação que é única.

Post escrito com a seguinte trilha sonora: SEAL Acoustic version (Best: 1994 – 2004)

A bezerrinha já tem nome

Tarefa mais difícil essa a de decidir como uma pessoa será conhecida no mundo extra-uterino não? São tantas coisas que temos que ter em conta: se o nome é fácil de entender ou se vai passar a vida soletrando o mesmo, se combina com os sobrenomes dos pais, se funciona nos dois países (nascerá na Espanha e crescerá no Brasil, não esqueçam deste detalhe), se pode gerar piadinhas e brincadeiras de mau-gosto, se é bonito, se tem força, se vai trazer sucesso, se, se, se,…

O Tourinho e eu fizemos uma pequena lista com menos de 10 nomes, porque quantos mais pior seria, e fomos reduzindo a lista até ficar em 2 ou 3 favoritos. Nesse processo todo mundo dá palpite: a família, os amigos, até o porteiro! Mas o abacaxi quem têm que descascar são os progenitores, que foram os que se meteram nessa aventura e agora têm que arcar com as conseqüências.

Pois demos umas quantas voltas, demoramos uns quantos dias, mas só um nome nos conquistou desde o comecinho, quando a bezerrinha ainda era um feijãozinho sem sexo definido: LAIA.

Laia

Sim, só quatro letrinhas, com significados distintos em ambas línguas (somos conscientes disso), mas com uma história especial que ela vai levar sempre: ela foi planejada, encomendada e será parida em Barcelona, e mesmo que seja criada como uma gauchinha mais, sempre se sentirá um pouquinho catalã.

Hoje em dia tem tanto nome maluco no Brasil, sejam estrangeiros ou inventados, que achamos que esse é dos mais “normaizinhos” até. Aqui ficam registrados os significados do nome da nossa filhota:

1º – Laia era a deusa dos laietanos, uma tribo ibérica pré-romana (século III a.C.) que habitava Laie, as regiões que hoje compõe parte da Catalunha (Maresme, Barcelonès, Baix Llobregat e Vallès). Laia “a arqueira” era a deusa da fecundidade da terra, e carrega consigo um arco (maternal, fértil, mas terrível quando se defende). Esse povo era pagão e tinha seus próprios ritos, e com a cristianização o nome Laia foi associado à Eulália.

2º – Com a associação à Eulália, se tornou seu diminutivo. Nome de origem grega que significa “a eloqüente, a que fala bem”. Composto pelo prefixo “eu” (bem) e sufixo “lalein” (falar). Santa Eulália é a padroeira de Barcelona

Eu que provavelmente concebi em pleno Halloween, amei o significado pagão do nome! 😉

Agora é torcer para que ela seja sempre muito abençoada, venha com muita saúde, e tenha todo o sucesso do mundo!

 

Fontes da pesquisa:

http://avitomas31.blogspot.com.es/2009/11/laia-o-laya-el-nombre-de-nuestra.html

http://es.wikipedia.org/wiki/Layetanos

http://mamaymama.blogspot.com.es/2009/12/diosa-laia.html

http://www.sellamara.com/nombre/laia

http://www.misapellidos.com/significado-de-Laia-23358.html

http://ciguenaencamino.blogspot.com.es/2010/01/nuestra-nena-se-llamara-laia.html

Vaquinha no ponto

O ninho está pronto! Ou pelo menos é o que a citologia diz… Agora fico mais tranquila de saber que está tudo bem comigo, e que já só depende da natureza.

O tourinho e eu conversamos  e decidimos que já não vamos usar camisinha, mesmo que ainda não faça três meses que parei com a pílula e comecei com o ácido fólico. Achamos que a gravidez não vai vir assim tão rápido, e se vier será muito celebrada. Pelo que tenho lido também não seria nenhum problema que uma gravidez desejada e planejada viesse antes destes três primeiros meses, o importante é estar saudável e ter vontade.

Agora é relaxar e ir praticando, que é fundamental! E ir lendo, pesquisando, me informando sobre tudo, já que não posso (pelo menos não agora) contar com a sabedoria das vacas-mãe da família e amigas.

Pues nada, vamos abrir essa porteira e esperar o bezerrinho chegar!

A decisão

Sempre quis ser mãe, desde que me conheço por gente gostava de brincar de estar grávida e até de dar o peito às minhas bonecas. Adoro as mulheres grávidas, acho uma das coisas mais lindas do mundo e tenho paixão por bebês. Não posso ver um barrigão ou um recém-nascido que já fico toda boba.

O tourinho sempre quis ser pai, não sei se brincava de “estar grávido”, mas sei que desde o início do nosso namoro já mostrava que queria que eu fosse a mãe dos filhos dele. Eu dizia que ainda era muito cedo porque tínhamos muito que fazer como casal, e chegava a me irritar quando ele cantava “pare de tomar a pílula” (aquela música maravilhosa do Odair José, o “terror das empregadas”). Mas eu sempre soube que ele seria o pai dos meus filhos, só não era a hora ainda.

No ano passado voltamos ao assunto do qual falamos em outros momentos, mas com uma vontade incrível de torná-lo realidade. Começamos uma nova fase, voltando a morar sozinhos depois de 3 anos dividindo apartamento (isso no exterior é comum) e no início de 2012 demos os primeiros passos. Pesamos os prós e os contras de termos um bebê longe das nossas famílias e batemos o martelo: estamos prontos. Quer dizer, prontos mesmo nunca estaremos, mas a decisão foi tomada e o processo iniciado.

Marcamos revisões médicas, estamos lendo tudo o que podemos para estar bem informados, e se estiver tudo ok com a vaquinha, dentro de pouco abriremos a fábrica de bezerrinhos.