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E a Bezerrinha já não mama…

Pois é pessoas, depois de uns 3 meses sem escrever, entro aqui só para contar que a Bezerrinha já não precisa das tetas da Vaquinha. Quer dizer, não é questão de precisar ou não, mas já víamos que era um bom momento, e fomos fazendo essa transição de uma forma tranquila, ao ritmo das envolvidas, sem causar maiores traumas para ninguém. Vou explicar do começo:

Minha meta inicial era amamentar a Laia exclusivamente até os 6 meses, objetivo alcançado com sucesso e com uma bichinha que era tão chegada na teta que nem queria saber de comer. Depois determinei que seria muito importante ela mamar até 1 ano porque teríamos muitas mudanças (casa, país, família, creche…) e eu acreditava que o meu peito seria o seu porto seguro, seria aquela referência dentro de um panorama com tantas alterações e que não sabíamos o quanto ia afetar esse pequeno ser. Outra vez tivemos êxito, a Bezerrinha pedia teta ainda umas quantas vezes durante o dia, mas principalmente de noite, e a adaptação na escolinha foi com a mamãe ali, disponível na recepção, ou em formato “tele-teta” quando ela não comia direito e ficava resmunguenta. Mas para finalizar este período de “independência bezerrística” tínhamos que cortar de vez o vínculo físico que nos unia.

Admito que foi duro, eu tive momentos de tristeza, de dúvida, de querer não querendo, de achar que era certo mas errado… o Tourinho tentava me ajudar com o processo mas eu só sentia a pressão, e reagia até mal às tentativas dele de definir estratégias ou datas em que começaríamos as novas etapas. As primeiras vezes em que eu evitei deixá-la chegar no peito me doeram na alma (nunca neguei, mas muitas vezes a distraí, para ver se o que tinha era fome ou simplesmente pedia atenção), assim como quando eu começava a mudar o foco enquanto ela estava agarrada na teta (outra técnica que me haviam explicado, de tentar encurtar o tempo das mamadas). Quando o papai levou para a caminha de noite, para fazê-la dormir sem a teta, não sei quem chorou mais, se ela ou eu. Sabíamos que ela não tinha fome, e que não estava sofrendo, só protestava por uma mudança na sua rotina, mas foi doído.

O incrível disso tudo foi perceber que se respeitarmos os nossos tempos, o processo é muito mais curto e leve do que se imagina. Depois de duas ou três noites a Laia já ia pro colo do Tourinho bem feliz na hora de dormir, curtindo o novo momento com o pai, e eu já me sentia livre de poder ajeitar umas coisas ou simplesmente me atirar na frente da TV naqueles minutos sozinha. Mais algumas poucas noites e ela de repente não me chamou mais na madrugada. Decidiu que se sabia dormir sem mim, também sabia passar o resto da noite sem as tetinhas. Às vezes resmunga, choraminga, alguém dá o bico (a fatídica chupeta, assunto para outro post), e ela segue o seu soninho. Então ela passou a mamar só uma ou duas vezes em todo o dia, normalmente antes e depois da creche, depois foi passando 24, 36, 48 horas sem mamar, vinha e pedia um chupito del amor, e lá ia ela para mais uns dias sem peito. Até que na semana passada, com exatos 15 meses de idade, ela deu uma looonga mamada em um domingo de manhã, acordando, brincando com as minhas mãos, olhando nos meus olhos, entre eu e o papai na cama grande, e depois de dar umas espiadas com cara estranha para aquele peito meio murcho (sim, já saiu bem pouca coisa), se levantou rindo pronta para brincar, e não me pediu mais para mamar!

Apesar da nostalgia, do sabor agridoce na boca, me deu um baita orgulho! De mim que fui firme e não aceitei em nenhum momento tomar remédio para secar o leite, me fiz escutar e entender de que tínhamos todo o tempo do mundo para isso; do Tourinho que dentro das coisas que ele não sabe e não entende faz um grande esforço para se envolver e participar, tentando acertar e ser o melhor pai e marido; e da Bezerrinha que mostrou que um bebê pode sim ir mostrando se está preparado para as novas etapas da sua vidinha, e que é cada dia mais mimosa e carinhosa, se é que isso possível!

Só para completar o relato do desmame, afirmo que sou testemunha de que o corpo humano é extraordinário!!! Só com o fato de o filhote demandar cada vez menos, a mamífera vai produzindo menos e menos leite até acabar. Nas primeiras vezes em que a Laia ficou muitas horas sem mamar, meu peito enchia e parecia uma bola, duro e até com uns nós, o que me fazia inclusive oferecer a teta antes mesmo que ela pedisse. Mas progressivamente ia enchendo cada vez menos a intervalos maiores, mas se ela pedia, ainda tinha o que beber. Agora já são 10 dias, e meus peitos estão ali, bem vazios, sem nenhum incômodo. Ah, e a menstruação que não aparecia há muito, chegou para ficar!

Acabou uma fase, mas eu sei que o amor em estado líquido que ofereci para a minha filha foi mágico, e que em qualquer outro estado ou forma só vai crescer junto com ela, e estará sempre aqui em livre demanda!

Desde os primeiros minutos de vida até os 15 meses, alguns dos lindos momentos da nossa história de amamentação.

Desde os primeiros minutos de vida até os 15 meses, alguns dos lindos momentos da nossa história de amamentação.

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Mês #5

A foooome domina o meu ser. Sim, tem dias mais normais, mas tem outros que sinto uma fome quase permanente… resultado? Engordei quase 4 quilos em um mês! São 8 no total. Tomei um susto e um puxãozinho de orelha da ginecologista (esse mês a consulta era com ela, não sei bem porque). É que além da fome a minha vontade de comer coisas doces e menos saudáveis também voltou, daí fica complicado. Mas estou tentando controlar um pouco, comer como estava comendo antes que ia bem, mas já decidi que não vou encanar, se tenho vontade de comer uma coisinha gostosa vou comer, só vou tentar não abusar. Ela me disse que só posso engordar mais um quilo por mês, mas DUVIDO que consiga alcançar essa meta. O engraçado é que noto que depois dos dias de fome extrema, a barriga cresce um pouco.

Além disso estou sentindo que os meus tornozelos já estão inchando, mais que os pés até, e as mãos também. Sensação pra lá de desagradável, e o meu futuro é negro porque ainda enfrentarei o verão no final da gestação.

Ah, e fui apresentada à famosa azia! Pelo menos acho que é isso…o estômago e o esôfago sofrem com uma sensação de queimação, de ardido, é bizarro. E para completar a sessão “molestias del embarazo”, o troninho anda complicado e teve dia que quase chorei de desespero querendo fazer cocô!

Esse mês tive a ecografia morfológica, a que vê se a bezerrinha está com tudo no lugar, e os resultados foram perfeitos. Também tive uns exames de sangue bem completos, e a única alteração foi o ferro, então já comecei a tomar o mesmo pelas manhãs com um copo de suco de laranja.

O meu humor está totalmente cambiante, coitado do Tourinho que em um momento tem a pessoa mais fofa e mimosa ao seu lado, e no minuto seguinte tem a vaca louca dando coice (vaca também dá coice?).

No início do mês aproveitei para dar um banho de brilho/cor no cabelo, e foi quando me dei conta que realmente cai menos. Mas não vou cantar vitória, porque sei que depois de parir é queda livre, vou ficar careca e deprimida, então…

A barriga está bem redonda, umbigo quase planinho, e linha Alba bem visível. Os peitos estão pesando tanto que acho que vou começar a dormir de top, porque já me custa ajeitá-los.

Fora as queixinhas listadas acima me sinto muito bem, mas estou super ansiosa para sentir a filhota mexer. E nos falta o nome! A galera está “nelvosa”, no instante seguinte a descobrir que era menina todos começaram a perguntar se já tinha nome definido. Tarefa difícil né não?

Aqui a fotinho do 5º mês:

blog5

Mugindo alto

Ou “cá com os meus botoes”…

– comprei sutias de amamentaçao, porque já que tinha que comprar uns maiores e ia ter que gastar, pelo menos seriam úteis por mais meses: difícil achar um “menos feio” e que fique bem no corpo! Um me deixa parecendo uma senhora peitudona, e ainda por cima se escapa em praticamente qualquer decote. E o outro mais charmosinho me machuca! Pffff

– a pessoa se lambuza todo santo dia (e sou 0 disciplinada, portanto me custa muito) e mesmo assim as malditas estrias estao dando sinal…algumas novas nas tetas que já tinham um festival de rasgos da adolescência! êlêlê

– morro de sono nos momentos em que devo estar desperta, e fico completamente ligadona na hora de dormir, difícil descansar assim hein?

– e nao, o bezerrinho nao deu sinal ainda de estar correndo por esses prados, nao posso nem curtir coices…só para completar!

Tá, acabou a sessao resmungaçao, o próximo post será mais divertido, prometo! ;P