Arquivo de Tag | sistema público de saúde

1 mês de bezerrices

E já passou um mês! De muita teta, muito choro, muita fralda e muito amor… estamos aprendendo ainda a ser pais, a ser uma família, mas também vamos nos apaixonando cada dia mais por essa bichinha.

Os primeiros dias foram estranhos: ao mesmo tempo em que íamos curtindo aquela pequena fofurinha que tinha chegado às nossas vidas, eu também tinha que me acostumar a ter um serzinho dependendo de mim. Que exige minha atenção, meu carinho, meu colo, meu leite, meu, meu, meu… foi um pouco abrumador, confesso inclusive que tive uns dias de tristeza, de medo, de incertezas. Mas ela foi me conquistando cada dia mais.

Chorei muito nos primeiros dias, em alguns momentos sem nem saber por que, e em outros porque a paixão que eu sentia por ela transbordava. Definitivamente os hormônios te deixam completamente doida, e nessas quem tem que aguentar a loucura da recém parida é o Tourinho. E ainda tem as chatices físicas que a pessoa tem que superar (pontos que doem, hemorróidas, peito inchado, cansaço…).

Tivemos o luxo de ter os vovôs e uma das titias nos primeiros dias da filhota, mas a separação dessa vez foi duríssima. No dia em que meus pais foram embora acho que chorei mais que o bebê que eu tinha com cólica nos meus braços.

Nesse período minha nenezinha cresceu horrores, passa muito tempo com uns olhões abertos, estica o pescoção e fica se achando “gente grande” por um bom tempo. Dorme super bem de noite, mama feito bicho (aliás, a Laia é um verdadeiro zôo ambulante, depois conto em outro post), adora uma balda do papai e virou estrela das redes sociais do clã bovino: domina o facebook da vó, o instagram das tias, o whatsapp da família…

Pouco a pouco quero voltar a postar de uma forma mais regular, ainda estou meio atrapalhada com a minha nova profissão de mãe, mas em breve contarei como chegou ao mundo a bezerrinha e como funcionam as coisas no sistema de saúde público da Espanha.

Bienvenida bezerrinha, te queremos mucho filhota!

Feliz cumplemes!

Feliz cumplemes!

Anúncios

Parindo na TV

Eu sempre adorei o mundo das grávidas, e bem antes de decidir virar tentante já acompanhava um programa bem bacana: One born every minute”  (aqui na Espanha é o “Un bebé por minuto” ) que mostra diferentes partos realizados em um hospital inglês, contando um pouco sobre cada família e mostrando todo o processo da chegada do bebê.

 

 

Como diz o tourinho, sempre interajo com os programas, rio e choro junto com mães e pais, me apavoro com os gritos de umas e invejo a tranquilidade de outras, presto atenção às expressões utilizadas no processo do parto e me informo sobre as opções que cada mãe tem. Mas ao ser um programa realizado na Inglaterra, fica um pouco complicado saber até que ponto eu poderia ter as mesmas condições, por isso fiquei bem animada quando decidiram rodar a versão espanhola “Baby Boom” . Os partos são todos realizados num hospital de Madri, e pelo pouco que vi já sei que tem coisas que não vou gostar do sistema público de saúde espanhol, como enxotar o pobre do pai quando precisam fazer algum procedimento na mãe ou em casos de cesárea de urgência. E não é justo nessas horas em que mais precisamos ter ao nosso lado o nosso parceiro?

Além de assistir todos os episódios, e fazer o tourinho ver junto, pretendo me informar tudo o que eu posso quando estiver grávida, encher o saco do pessoal do CAP (o posto de saúde ao que cada pessoa vai) e consultar toda e qualquer fonte de informação para garantir que vou ter o melhor parto possível. Aliás, a “mãe de espanhol”  pariu o niño dela no hospital onde gravam o programa, achei interessante a coincidência. Veremos como são as coisas aqui em Barcelona, mas muito diferente não serão. Saudades do meu plano de saúde e meu GO lindo e amado!

 

P.S. a monstra ainda não veio, portanto estou liberada para não cumprir a promessa de passar uns dias sem pensar no assunto!

Vaquinha no ponto

O ninho está pronto! Ou pelo menos é o que a citologia diz… Agora fico mais tranquila de saber que está tudo bem comigo, e que já só depende da natureza.

O tourinho e eu conversamos  e decidimos que já não vamos usar camisinha, mesmo que ainda não faça três meses que parei com a pílula e comecei com o ácido fólico. Achamos que a gravidez não vai vir assim tão rápido, e se vier será muito celebrada. Pelo que tenho lido também não seria nenhum problema que uma gravidez desejada e planejada viesse antes destes três primeiros meses, o importante é estar saudável e ter vontade.

Agora é relaxar e ir praticando, que é fundamental! E ir lendo, pesquisando, me informando sobre tudo, já que não posso (pelo menos não agora) contar com a sabedoria das vacas-mãe da família e amigas.

Pues nada, vamos abrir essa porteira e esperar o bezerrinho chegar!

3, 2, 1…

Amanhã vou buscar o resultado da citologia, e saberemos se a vaquinha está liberada para procriar. Ainda não falamos se já vamos abrir mão da camisinha ou não, mas o mais provável é que a gente aproveite para relaxar. Aliás, relaxados já fomos no mês passado, tanto é que eu fiquei meio nelvosa esperando minha menstruação.

É que eu ainda não sabia quando e como viria a dita cuja, e ao haver sido um pouco descuidados, comecei a ficar meio estressada no início do mês. Se o meu primeiro ciclo fosse de 28 dias, eu deveria ter menstruado mais ou menos no dia 27 de abril, mas tudo o que eu tive foi meio que uma TPM até o dia 30. Ok, já tinha lido que tinha que ter paciência porque o corpo ainda tem muito com o que se acostumar. Daí comecei a ter umas perdas de sangue, ah vai começar então, beleza! E fiquei na tal sujeirinha até o dia 4, 35 dias depois da minha última menstruação!

Eu já estava lendo tudo o que achava na internet, se era normal demorar, quais eram os sintomas de gravidez, se podia estar alguma coisa errada, blablablabla. O tourinho coitado já estava até rindo meio nervoso, e decidimos que se não descesse a monstra até o fim de semana faríamos um teste de farmácia. Nunca imaginei que fôssemos ficar tão maluquinhos já no primeiro ciclo. Enfim, li que tinha que esperar mesmo porque é normal que o nosso corpo fique meio pirado depois de parar com a pílula (mas também existem as abençoadas reloginho).

Para a próxima acho que não vai dar galho, porque estamos sendo mais disciplinados e porque estive numa fase esponja (tradução: assexuada, para desespero do marido).

Honestamente? Estou louca para abrir a porteira, largar a camisinha, relaxar e esperar que a natureza se encarregue do resto…já veremos!

Primeiros passos (os nossos)

Dia 23/03 fui à ginecologista para fazer uma revisão e dizer que quero começar a tentar engravidar.  Aqui em Barcelona uso o sistema público de saúde e tudo vai mais lento do que quando tinha convênio particular no Brasil. Só para ter a consulta tive que esperar mais de um mês, e o resultado de um simples papanicolau demora dois meses (!!!) em sair.

A médica deu uma olhada em um hemograma mais ou menos recente e não pediu nada mais, receitou ácido fólico para os três meses anteriores à gestação e disse para parar com a pílula pelo mesmo período. Disse que eu já poderia começar a contar estes três meses antes do resultado dos exames, e se tudo estiver bem só me faltaria um mês para liberar geral.

Assim que depois de algumas noites conversando, decidimos que na semana seguinte eu já não compraria a próxima cartela de anticoncepcional, e que começava oficialmente a nossa fase de “tentantes”.

Estou quase completando o meu primeiro mês sem pílula depois de 14 anos tomando a maldita, ainda não sei como funciona ou funcionará meu corpo sem essas porcarias. O brabo é usar camisinha depois de tantos anos, é difícil para os dois e obviamente não estamos sendo 100% cuidadosos com isso mas no pasa nada. Em um mês terei o resultado do papanicolau e saberemos se ficamos livres em breve ou não.