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Ruim com ela, pior sem ela

Depois de quase 15 anos tomando pílula praticamente sem interrupção, eu estava doida para saber quem sou sem o bendito comprimidinho… ficava pensando que seria bacana ver como o meu corpo iria reagir sem “coisas falsas”, sendo natural depois de tanto tempo, que isso seria ótimo para mim.

Apesar de ter a eterna dúvida de se não é ruim estar sob efeito de elementos artificiais, eu adorava ter o controle sobre o meu ciclo menstrual (quem nunca emendou cartela para poder viajar e não ser visitada pela monstra em plena praia?), e apesar de ter tido um ou outro efeito colateral não podia me queixar.

Daí a pessoa abandona o método contraceptivo bem feliz, achando que tudo vai ser perfeito e BAM, dá de cara com o horror! E literalmente, porque todo dia me olho no espelho e só vejo uma ogra, a minha pele está que é um sebo só, cheia de cravos e espinhas, coisa que nunca tive nem no auge da minha puberdade. Esses vulcões se espalham desde a raiz dos cabelos até as costas e colo, e para completar tenho “unhas nervosas” que espremem, coçam, arranham e fuçam até marcar a pele. Tenho pavor de “coisas na cara”, sempre fico muito chateada com qualquer coisa que afete minha aparência (não sou miss, mas até que sou uma vaca interessante), é de chorar num cantinho.

E ainda fico com a paranoia de que a qualquer momento alguém vai se dar conta da minha transformação em Chokito, e vai fazer uma pergunta que não saberei responder. Ah claro, mais o fato já comentado de não ter ideia de quando vou menstruar (se supõe que hoje desceu, o segundo ciclo foi mais curto, 30 dias). E só para completar o quadro da dor, não sei se tem a ver ou não mas ultimamente ando bem esponja. Bah, chata hein?

Mas se tem alguma coisa boa em ter parado com a pílula, além de obviamente permitir uma gravidez, é que parei de ter os escapes (um sangramento entre os ciclos, que era um porre e que já perdurava há uns aninhos). E só!

Dá para pular tudo isso e ir logo para o momento deusa que muitas mulheres dizem sentir quando estão prenhas? Se bem que no ritmo que vou, certo que vou me sentir um bicho durante 9 meses…ai, ai, ai, coitado do tourinho.

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Do avesso

Em uma das minhas primeiras consultas meu ginecologista amado me explicou que eu tenho o útero retroverso, e exatamente por ser um amado, na mesma hora explicou que eu não me preocupasse porque isso significa simplesmente que o meu útero é virado para trás e não para frente, ponto. Lembro como se fosse hoje (e lá se vão uns 15 anos) que ele fechou a mão e com o punho para frente mostrou o que é o útero mais comum, e girando a munheca para trás se via o meu tipo de útero. Prontamente ele me tranquilizou dizendo que isso é bastante comum, e que de forma alguma significaria problemas de fertilidade.

Outra coisa que tenho “do avesso” é o meu mamilo. Assim mesmo no singular porque só o direito se esconde, apesar de que o esquerdo é meio preguiçoso também e só se assanha com estímulos (me refiro ao frio também, hein?). Ele simplesmente não sai, posso morrer de frio ou ganhar uns carinhos mais atrevidos e nada, se enruga todo mas não salta para fora. Onde já se viu uma vaca com uma teta meia-boca?

Agora que estou mergulhando no mundo da maternidade resolvi pesquisar um pouco sobre estes temas, e só confirmo o que o médico já tinha me dito: útero retroverso (ou invertido, virado, etc.) não é problema algum para engravidar. Já o peito viradinho vai me dar um pouco mais de trabalho, porque mesmo com um bezerrinho atracado nele pode que o danado não se “manifeste”, então durante a gravidez terei que preparar as tetas da vaquinha!

Aqui vão alguns links onde eu andei pastando para quem quiser saber mais:

útero

Wikipédia: Retroversão uterina

BabyCenter: Anomalias anatômicas do útero

Toque ginecológico: Seu útero é virado ou invertido?

Engravidar: Útero invertido

mamilo

BabyCenter: Amamentação com mamilos planos ou invertidos

Babysitio (en español): Pezones planos e invertidos

SINA (en español): Pezón plano, pesón invertido y lactancia