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10 meses de bezerrices

Não teve tanta novidade como o anterior, mas cada mês merece ser comemorado e registrado!
Falei que tinha medo que rolasse uma queda da minha cama na hora das mamadas, dito e feito: um dia ela estava na tetada da manhã, ferrei no sono e acordamos com um barulhão e um choro horrível! Quase morri de culpa me achando malamadre, mas um pouco de peito e mimos foram suficientes para que a Laia estivesse rindo e conversando em poucos minutos. Mas a cabeça anda sendo atraída ao chão frequentemente, juro que tem hora que estou cuidando e não sei como em um segundo BAM! Porrada! E ela tem a habilidade de cair até quando já está deitada, incrível. Também já fez um kamikaze do sofá na hora da siesta e tivemos que adaptar o canto dos brinquedos para ser também caminha.

O novo cantinho da siesta

O novo cantinho da siesta

Além de estar atenta aos tombos agora é uma canseira só ficar em casa com essa bichinha, engatinha por toda a casa na velocidade máxima, levanta e abaixa milhares de vezes, morde cabos, chupa chinelos, come rejunte, papel ou qualquer outra coisa do chão… Tenho um filhote de cachorro e não uma bezerrinha! E essa hiperatividade está coincidindo com o nosso processo de mudança, então imaginem o caos.

Dentes de vampiro ou brinquedo inteiro na boca?

Dentes de vampiro ou brinquedo inteiro na boca?

Sem falar que o grude é incrível, se ela está distraída e saímos um minuto de perto ela vem imediatamente se pendurar nas nossas pernas. O jeito é levá-la onde formos e ir dando objetos variados para conseguir realizar simples tarefas!
E a obediência zero da pessoinha? O “não” é o mesmo que “dá um sorriso safado e segue atentando contra a tua segurança”. A gente insiste, mas o mais eficaz é mudar o foco, e levar a bichinha para outro lado.
Não saíram mais dentes, mas com os dois que deram as caras ela aprendeu a fazer algo beeeem bacana: morder o meu mamilo! Céus, já falei, já gritei e até uma palmada dei do susto (me julguem, mas foi reflexo mesmo). Sossegou, mas se seguir assim teremos que pensar seriamente em desmame, porque não curto masoquismo.

Meus dois dentoes!

Meus dois dentoes!

Eu vou enrolando pra não ter que falar de comida, mas tem que comentar né: HAJA SACO!!! Numa semana ela resolve que tudo é gostoso, na outra parece que desaprende a comer. Um passo para a frente e três para trás, bate o desânimo. Já me arrependi de nunca ter oferecido mamadeira ou chupeta, de ter começado com o BLW antes das papinhas, já pensei em fazer terrorismo e negar a teta até se entregar aos cereais. Enfim, tento respirar fundo e repetir pra mim mesma que um dia vai, um dia vai, um dia vai… Seguimos oferecendo diariamente as duas refeições principais, e dependendo da lua (a nossa, a dela, conjunções) algo de manhã e de tarde.
Espero poder contar que as coisas evoluíram no próximo mês!

Comemorando o mêsversário na piscina!

Comemorando o mêsversário na piscina!

 

 

 

 

7 meses de bezerrices

A matraquice certamente é de família e chegou pra ficar! Ela “conversa” fazendo muito esforço, muitos sopros (com direito a litros de baba), muitos “ããã”, muitas “puxadas de ar”. Tem hora que parece um macaquinho por causa da gritaria e tem hora que está mais para cachorro porque fica arfando, hilário. Acho impossível descrever os sons, hehe.
Começou a provar alimentos além do leite materno, mas não come ainda. Como assim? Ofereci algumas coisas (batata, cenoura, abobrinha, pêra, arroz, aveia, polenta) mas ainda não encheu a boca, ainda fica cuspindo o que acabou de entrar, e engoliu quantidades ínfimas. O que me impressionou é que com o “nada” que chega na barriga o cocô já muda um monte. Já provou água também mas estranhou e não quis nem saber do meu leite fora da embalagem original (nem mamadeira, nem copinho).
Eu tento levar isso tudo numa boa e com calma porque não tenho que voltar a trabalhar, porque não temos uma rotina rígida, mas estou botando minhas esperanças de ter um tempo para mim assim que ela puder se alimentar e ficar umas horinhas separada da mamãe.
Ah a separação… Graças ao isolamento social de sermos expatriados sem família, a bezerrinha está um grude só! Os adultos com quem convivemos mais basicamente são as outras mães, que estão cuidando dos seus filhos e portanto raramente a pegam no colo, daí quando lá de vez em quando tento passar a bichinha para braços alheios começa o show. Chora como em dia de vacina, me olha meio desesperada, e mesmo quando resgatada rapidamente fica com aquele suspiro sentido uns quantos minutos. E isso que sou super despachada, por mim pode pegar e virar do avesso, mas imagino que seja normal na nossa situação. O Tourinho faz o possível para ajudar, mas às vezes até com ele fica chatinha.
Ah e como esse é o único inverno dela aqui na Espanha, levamos a Laia para ver a neve, e foi muito gostoso fazer a primeira viagenzinha em família. Loucura que para uma noite fora se leva mais coisas para esse bichinho do que para o casal!

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