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A bezerrinha já tem nome

Tarefa mais difícil essa a de decidir como uma pessoa será conhecida no mundo extra-uterino não? São tantas coisas que temos que ter em conta: se o nome é fácil de entender ou se vai passar a vida soletrando o mesmo, se combina com os sobrenomes dos pais, se funciona nos dois países (nascerá na Espanha e crescerá no Brasil, não esqueçam deste detalhe), se pode gerar piadinhas e brincadeiras de mau-gosto, se é bonito, se tem força, se vai trazer sucesso, se, se, se,…

O Tourinho e eu fizemos uma pequena lista com menos de 10 nomes, porque quantos mais pior seria, e fomos reduzindo a lista até ficar em 2 ou 3 favoritos. Nesse processo todo mundo dá palpite: a família, os amigos, até o porteiro! Mas o abacaxi quem têm que descascar são os progenitores, que foram os que se meteram nessa aventura e agora têm que arcar com as conseqüências.

Pois demos umas quantas voltas, demoramos uns quantos dias, mas só um nome nos conquistou desde o comecinho, quando a bezerrinha ainda era um feijãozinho sem sexo definido: LAIA.

Laia

Sim, só quatro letrinhas, com significados distintos em ambas línguas (somos conscientes disso), mas com uma história especial que ela vai levar sempre: ela foi planejada, encomendada e será parida em Barcelona, e mesmo que seja criada como uma gauchinha mais, sempre se sentirá um pouquinho catalã.

Hoje em dia tem tanto nome maluco no Brasil, sejam estrangeiros ou inventados, que achamos que esse é dos mais “normaizinhos” até. Aqui ficam registrados os significados do nome da nossa filhota:

1º – Laia era a deusa dos laietanos, uma tribo ibérica pré-romana (século III a.C.) que habitava Laie, as regiões que hoje compõe parte da Catalunha (Maresme, Barcelonès, Baix Llobregat e Vallès). Laia “a arqueira” era a deusa da fecundidade da terra, e carrega consigo um arco (maternal, fértil, mas terrível quando se defende). Esse povo era pagão e tinha seus próprios ritos, e com a cristianização o nome Laia foi associado à Eulália.

2º – Com a associação à Eulália, se tornou seu diminutivo. Nome de origem grega que significa “a eloqüente, a que fala bem”. Composto pelo prefixo “eu” (bem) e sufixo “lalein” (falar). Santa Eulália é a padroeira de Barcelona

Eu que provavelmente concebi em pleno Halloween, amei o significado pagão do nome! 😉

Agora é torcer para que ela seja sempre muito abençoada, venha com muita saúde, e tenha todo o sucesso do mundo!

 

Fontes da pesquisa:

http://avitomas31.blogspot.com.es/2009/11/laia-o-laya-el-nombre-de-nuestra.html

http://es.wikipedia.org/wiki/Layetanos

http://mamaymama.blogspot.com.es/2009/12/diosa-laia.html

http://www.sellamara.com/nombre/laia

http://www.misapellidos.com/significado-de-Laia-23358.html

http://ciguenaencamino.blogspot.com.es/2010/01/nuestra-nena-se-llamara-laia.html

Violência obstétrica

Desde que comecei a navegar pelo mundo materno na internet me chamaram a atenção os dados sobre as cesáreas x partos normais. Sempre fui uma defensora do parto normal, quero parto(s) normal(is) para mim, mas nunca imaginei que no Brasil estivesse cada vez mais difícil consegui-lo.

E quando não é só a enrolação para forçar uma cirurgia o que ofende, machuca, violenta uma mulher? E quando é o descaso, a falta de informação, a falta de empatia, de humanidade. Espero ser suficientemente forte e teimosa para me posicionar com firmeza durante a(s) minha(s) gestação(ões) e evitar passar por qualquer constrangimento durante um período que deve ser especial.

Compartilho o vídeo que está dando a volta pela web, visto no blog Bem que se Quis, para que se ouçam bem as vozes destas mulheres:

O mais incrível ao acabar de ver o vídeo, foi que me dei conta de que conheço vários casos de violência obstétrica, de amigas e familiares, que acabam virando “causos” porque simplesmente não há muito o que fazer. Ojalá esta situação mude imediatamente!

Parindo na TV

Eu sempre adorei o mundo das grávidas, e bem antes de decidir virar tentante já acompanhava um programa bem bacana: One born every minute”  (aqui na Espanha é o “Un bebé por minuto” ) que mostra diferentes partos realizados em um hospital inglês, contando um pouco sobre cada família e mostrando todo o processo da chegada do bebê.

 

 

Como diz o tourinho, sempre interajo com os programas, rio e choro junto com mães e pais, me apavoro com os gritos de umas e invejo a tranquilidade de outras, presto atenção às expressões utilizadas no processo do parto e me informo sobre as opções que cada mãe tem. Mas ao ser um programa realizado na Inglaterra, fica um pouco complicado saber até que ponto eu poderia ter as mesmas condições, por isso fiquei bem animada quando decidiram rodar a versão espanhola “Baby Boom” . Os partos são todos realizados num hospital de Madri, e pelo pouco que vi já sei que tem coisas que não vou gostar do sistema público de saúde espanhol, como enxotar o pobre do pai quando precisam fazer algum procedimento na mãe ou em casos de cesárea de urgência. E não é justo nessas horas em que mais precisamos ter ao nosso lado o nosso parceiro?

Além de assistir todos os episódios, e fazer o tourinho ver junto, pretendo me informar tudo o que eu posso quando estiver grávida, encher o saco do pessoal do CAP (o posto de saúde ao que cada pessoa vai) e consultar toda e qualquer fonte de informação para garantir que vou ter o melhor parto possível. Aliás, a “mãe de espanhol”  pariu o niño dela no hospital onde gravam o programa, achei interessante a coincidência. Veremos como são as coisas aqui em Barcelona, mas muito diferente não serão. Saudades do meu plano de saúde e meu GO lindo e amado!

 

P.S. a monstra ainda não veio, portanto estou liberada para não cumprir a promessa de passar uns dias sem pensar no assunto!

E quando diabos eu ovulo?

Eu tenho um pouco de dificuldade de saber quando estou ovulando e quando não. É temperatura basal pra cá, mucosidade vaginal pra lá, e eu fico perdida. Mais ou menos estou calculando lá pela metade dos 30 dias que estou tendo de ciclo, mas nem saber o dia que começa eu sei! É quando sai a primeira “borra de café”? É o dia que vem com tudo, até com cólica? Entrei nos calculadores de ovulação de alguns dos sites que olho e tem uns que mais confundem que explicam. Deixo um aqui por se alguém também quer olhar que achei mais facilzinho.

Mas estou pensando seriamente em comprar um teste de ovulação, para pelo menos no próximo mês saber definir o meu período fértil e quem sabe poder me planejar e organizar nos seguintes. Acho que vou passar na minha farmácia preferida onde são todos uns fofos e perguntar o que recomendam.

A princípio acertei o cálculo do meu período fértil de agosto e tirei o couro do tourinho, mas não acho que estou grávida ainda, outra vez não rolou… fico um pouco xatiada com isso porque cada vez mais quero procriar, mas tento seguir uma das máximas em que sempre acreditei: tudo acontece (ou deixa de acontecer) por alguma razão, “estava escrito”. Se é pra ter um bezerrinho vamos ter, e na hora certa. Mas e a ansiedade da pessoa? Difícil manter essa serenidade e esperar o mundo dar as suas voltas. Tenho tentado não ficar bitolada e mudar o foco, o verão ajuda porque entre idas à praia e comprinhas na liquidação eu me distraio bastante!

Hoje aproveitei para dar uma geral nas minhas leituras “maternísticas”, mas se a monstra não atrasar e vier essa semana, prometo ficar afastada uns dias dos blogs e sites de mâmis.

Do avesso

Em uma das minhas primeiras consultas meu ginecologista amado me explicou que eu tenho o útero retroverso, e exatamente por ser um amado, na mesma hora explicou que eu não me preocupasse porque isso significa simplesmente que o meu útero é virado para trás e não para frente, ponto. Lembro como se fosse hoje (e lá se vão uns 15 anos) que ele fechou a mão e com o punho para frente mostrou o que é o útero mais comum, e girando a munheca para trás se via o meu tipo de útero. Prontamente ele me tranquilizou dizendo que isso é bastante comum, e que de forma alguma significaria problemas de fertilidade.

Outra coisa que tenho “do avesso” é o meu mamilo. Assim mesmo no singular porque só o direito se esconde, apesar de que o esquerdo é meio preguiçoso também e só se assanha com estímulos (me refiro ao frio também, hein?). Ele simplesmente não sai, posso morrer de frio ou ganhar uns carinhos mais atrevidos e nada, se enruga todo mas não salta para fora. Onde já se viu uma vaca com uma teta meia-boca?

Agora que estou mergulhando no mundo da maternidade resolvi pesquisar um pouco sobre estes temas, e só confirmo o que o médico já tinha me dito: útero retroverso (ou invertido, virado, etc.) não é problema algum para engravidar. Já o peito viradinho vai me dar um pouco mais de trabalho, porque mesmo com um bezerrinho atracado nele pode que o danado não se “manifeste”, então durante a gravidez terei que preparar as tetas da vaquinha!

Aqui vão alguns links onde eu andei pastando para quem quiser saber mais:

útero

Wikipédia: Retroversão uterina

BabyCenter: Anomalias anatômicas do útero

Toque ginecológico: Seu útero é virado ou invertido?

Engravidar: Útero invertido

mamilo

BabyCenter: Amamentação com mamilos planos ou invertidos

Babysitio (en español): Pezones planos e invertidos

SINA (en español): Pezón plano, pesón invertido y lactancia