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O book da Vaquinha prenha

Eu sempre amei essas fotos de grávida e só estava esperando a minha vez de “modelar” por um dia… desde antes de engravidar venho olhando tudo o que encontro na internet e me inspirando, e há umas semanas chegou o momento de eternizar a gestação em uma sessão de fotos pra lá de especial.

Encontrei uma fotógrafa super querida e que nos ajudou a escolher o cenário perfeito para imortalizar a espera pela Laia: uma praia do Mediterrâneo, Sitges, que tanto nos encanta!

Aqui ficam algumas das nossas favoritas:

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A bezerrinha já tem nome

Tarefa mais difícil essa a de decidir como uma pessoa será conhecida no mundo extra-uterino não? São tantas coisas que temos que ter em conta: se o nome é fácil de entender ou se vai passar a vida soletrando o mesmo, se combina com os sobrenomes dos pais, se funciona nos dois países (nascerá na Espanha e crescerá no Brasil, não esqueçam deste detalhe), se pode gerar piadinhas e brincadeiras de mau-gosto, se é bonito, se tem força, se vai trazer sucesso, se, se, se,…

O Tourinho e eu fizemos uma pequena lista com menos de 10 nomes, porque quantos mais pior seria, e fomos reduzindo a lista até ficar em 2 ou 3 favoritos. Nesse processo todo mundo dá palpite: a família, os amigos, até o porteiro! Mas o abacaxi quem têm que descascar são os progenitores, que foram os que se meteram nessa aventura e agora têm que arcar com as conseqüências.

Pois demos umas quantas voltas, demoramos uns quantos dias, mas só um nome nos conquistou desde o comecinho, quando a bezerrinha ainda era um feijãozinho sem sexo definido: LAIA.

Laia

Sim, só quatro letrinhas, com significados distintos em ambas línguas (somos conscientes disso), mas com uma história especial que ela vai levar sempre: ela foi planejada, encomendada e será parida em Barcelona, e mesmo que seja criada como uma gauchinha mais, sempre se sentirá um pouquinho catalã.

Hoje em dia tem tanto nome maluco no Brasil, sejam estrangeiros ou inventados, que achamos que esse é dos mais “normaizinhos” até. Aqui ficam registrados os significados do nome da nossa filhota:

1º – Laia era a deusa dos laietanos, uma tribo ibérica pré-romana (século III a.C.) que habitava Laie, as regiões que hoje compõe parte da Catalunha (Maresme, Barcelonès, Baix Llobregat e Vallès). Laia “a arqueira” era a deusa da fecundidade da terra, e carrega consigo um arco (maternal, fértil, mas terrível quando se defende). Esse povo era pagão e tinha seus próprios ritos, e com a cristianização o nome Laia foi associado à Eulália.

2º – Com a associação à Eulália, se tornou seu diminutivo. Nome de origem grega que significa “a eloqüente, a que fala bem”. Composto pelo prefixo “eu” (bem) e sufixo “lalein” (falar). Santa Eulália é a padroeira de Barcelona

Eu que provavelmente concebi em pleno Halloween, amei o significado pagão do nome! 😉

Agora é torcer para que ela seja sempre muito abençoada, venha com muita saúde, e tenha todo o sucesso do mundo!

 

Fontes da pesquisa:

http://avitomas31.blogspot.com.es/2009/11/laia-o-laya-el-nombre-de-nuestra.html

http://es.wikipedia.org/wiki/Layetanos

http://mamaymama.blogspot.com.es/2009/12/diosa-laia.html

http://www.sellamara.com/nombre/laia

http://www.misapellidos.com/significado-de-Laia-23358.html

http://ciguenaencamino.blogspot.com.es/2010/01/nuestra-nena-se-llamara-laia.html

Parindo na TV

Eu sempre adorei o mundo das grávidas, e bem antes de decidir virar tentante já acompanhava um programa bem bacana: One born every minute”  (aqui na Espanha é o “Un bebé por minuto” ) que mostra diferentes partos realizados em um hospital inglês, contando um pouco sobre cada família e mostrando todo o processo da chegada do bebê.

 

 

Como diz o tourinho, sempre interajo com os programas, rio e choro junto com mães e pais, me apavoro com os gritos de umas e invejo a tranquilidade de outras, presto atenção às expressões utilizadas no processo do parto e me informo sobre as opções que cada mãe tem. Mas ao ser um programa realizado na Inglaterra, fica um pouco complicado saber até que ponto eu poderia ter as mesmas condições, por isso fiquei bem animada quando decidiram rodar a versão espanhola “Baby Boom” . Os partos são todos realizados num hospital de Madri, e pelo pouco que vi já sei que tem coisas que não vou gostar do sistema público de saúde espanhol, como enxotar o pobre do pai quando precisam fazer algum procedimento na mãe ou em casos de cesárea de urgência. E não é justo nessas horas em que mais precisamos ter ao nosso lado o nosso parceiro?

Além de assistir todos os episódios, e fazer o tourinho ver junto, pretendo me informar tudo o que eu posso quando estiver grávida, encher o saco do pessoal do CAP (o posto de saúde ao que cada pessoa vai) e consultar toda e qualquer fonte de informação para garantir que vou ter o melhor parto possível. Aliás, a “mãe de espanhol”  pariu o niño dela no hospital onde gravam o programa, achei interessante a coincidência. Veremos como são as coisas aqui em Barcelona, mas muito diferente não serão. Saudades do meu plano de saúde e meu GO lindo e amado!

 

P.S. a monstra ainda não veio, portanto estou liberada para não cumprir a promessa de passar uns dias sem pensar no assunto!

Primeiros passos (os nossos)

Dia 23/03 fui à ginecologista para fazer uma revisão e dizer que quero começar a tentar engravidar.  Aqui em Barcelona uso o sistema público de saúde e tudo vai mais lento do que quando tinha convênio particular no Brasil. Só para ter a consulta tive que esperar mais de um mês, e o resultado de um simples papanicolau demora dois meses (!!!) em sair.

A médica deu uma olhada em um hemograma mais ou menos recente e não pediu nada mais, receitou ácido fólico para os três meses anteriores à gestação e disse para parar com a pílula pelo mesmo período. Disse que eu já poderia começar a contar estes três meses antes do resultado dos exames, e se tudo estiver bem só me faltaria um mês para liberar geral.

Assim que depois de algumas noites conversando, decidimos que na semana seguinte eu já não compraria a próxima cartela de anticoncepcional, e que começava oficialmente a nossa fase de “tentantes”.

Estou quase completando o meu primeiro mês sem pílula depois de 14 anos tomando a maldita, ainda não sei como funciona ou funcionará meu corpo sem essas porcarias. O brabo é usar camisinha depois de tantos anos, é difícil para os dois e obviamente não estamos sendo 100% cuidadosos com isso mas no pasa nada. Em um mês terei o resultado do papanicolau e saberemos se ficamos livres em breve ou não.