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Das bizarrices de estar grávida

Porque gerar uma vida é lindo, mas nem todos os momentos são mágicos e idílicos…

  • Inchaço: os meus pés sempre incharam no verão, mas chegaram agora ao seu ápice, e tem dia que parecem aqueles bolos fofinhos retangulares que se compram no super. Além disso, meu nariz que já é batatudo agora toma conta da minha cara! E ainda tem as mãos que ficam mais redondinhas de vez em quando (a aliança já nem sai do dedo).
  • Não ver a própria perereca: sim, nunca tinha pensado nisso, que chegaria o momento em que não poderia mais apreciar a minha querida vulva sem a ajuda de um espelho. Se bem que do jeito que o capôzinho do fusca está gordinho, melhor nem ver nada mesmo…
  • O “pretume” de determinadas partes do corpo: eu sabia das auréolas e da linha no abdômen, mas que as minhas axilas, virilhas e de novo a periquita ficariam negras eu nem sonhava. Espero que tudo volta à sua “rosadez” habitual porque não curto mesmo!
  • Se sentir um balão de gás: sem fineza nenhuma, é pum e arroto para assustar até o Shrek. Gente, como podemos produzir tanto ar? E coitado do marido que tem que aguentar a versão mais ogra da Fiona…
  • A mijadeira: nos primeiros meses pela revolução hormonal e mudanças nas quantidades de líquidos e sangue no corpo; na reta final porque a pobre bexiga é espremida e não aguenta muito tempo a pressão. Sério, eu já me achava mijona, mas sair do banheiro e quase imediatamente pensar “ai, xixi de novo” é foda.
  • Sentir um alienzinho se mexer nas entranhas: acho que é a definição da palavra “bizarro”. É o máximo, longe de mim reclamar, mas é muito doido. É chute, cambalhota, espreguiçada, impossível descrever para quem está de fora.
  • O efeito Chita: mim gosta de ser Jane! E não é bacana quando os teus pelos saem em quantidades florestais, mais escuros que nunca, e grossos como os cipós do Tarzan…
  • Sentir o próprio cheiro: não que eu esteja fedendo, mas agora quero lavar minhas roupas correndo porque me sinto “azeda”. Principalmente o sutiã que absorve os litros de suor diários e fica próximo demais do nariz. O Tourinho jura que ninguém sente nada, só eu, mas tem hora que tudo o que eu quero é um bom banho e meu querido desodorante.
  • Se transformar numa filial do zoológico: andar feito pata, encalhar como uma baleia, comer como um porco, ficar tetuda como uma vaca, peluda como uma macaca, redonda como um hipopótamo… vou parar por aqui ou chorarei rindo como uma hiena!