7 meses de bezerrices

A matraquice certamente é de família e chegou pra ficar! Ela “conversa” fazendo muito esforço, muitos sopros (com direito a litros de baba), muitos “ããã”, muitas “puxadas de ar”. Tem hora que parece um macaquinho por causa da gritaria e tem hora que está mais para cachorro porque fica arfando, hilário. Acho impossível descrever os sons, hehe.
Começou a provar alimentos além do leite materno, mas não come ainda. Como assim? Ofereci algumas coisas (batata, cenoura, abobrinha, pêra, arroz, aveia, polenta) mas ainda não encheu a boca, ainda fica cuspindo o que acabou de entrar, e engoliu quantidades ínfimas. O que me impressionou é que com o “nada” que chega na barriga o cocô já muda um monte. Já provou água também mas estranhou e não quis nem saber do meu leite fora da embalagem original (nem mamadeira, nem copinho).
Eu tento levar isso tudo numa boa e com calma porque não tenho que voltar a trabalhar, porque não temos uma rotina rígida, mas estou botando minhas esperanças de ter um tempo para mim assim que ela puder se alimentar e ficar umas horinhas separada da mamãe.
Ah a separação… Graças ao isolamento social de sermos expatriados sem família, a bezerrinha está um grude só! Os adultos com quem convivemos mais basicamente são as outras mães, que estão cuidando dos seus filhos e portanto raramente a pegam no colo, daí quando lá de vez em quando tento passar a bichinha para braços alheios começa o show. Chora como em dia de vacina, me olha meio desesperada, e mesmo quando resgatada rapidamente fica com aquele suspiro sentido uns quantos minutos. E isso que sou super despachada, por mim pode pegar e virar do avesso, mas imagino que seja normal na nossa situação. O Tourinho faz o possível para ajudar, mas às vezes até com ele fica chatinha.
Ah e como esse é o único inverno dela aqui na Espanha, levamos a Laia para ver a neve, e foi muito gostoso fazer a primeira viagenzinha em família. Loucura que para uma noite fora se leva mais coisas para esse bichinho do que para o casal!

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6 meses de bezerrices

A cria está quase completando 7 e eu ainda não me prestei a registrar o mesversário, que vergüenza!!!

O marco mais importante desse mês? Lactância materna exclusiva durante 6 gordos meses! Palmas para nós, esse era meu maior objetivo para o começo de vida da bezerrinha, e estou super contente e orgulhosa.
Agora estamos começando a introduzir alimentos, fomos inclusive a uma palestra sobre baby led weaning que é o método que tentaremos aplicar aqui em casa, mas conto melhor no post do próximo mês, ainda vai bem devagar.

Outra coisa que tenho que comemorar é que finalmente consegui fazê-la dormir mais cedo. Observamos o comportamento que ela tem de noite e fizemos uns ajustes na nossa rotina e conseguimos ter um bebê desmaiado no berço por volta das 23h. Finalmente nos sobram uns minutos para conversar (ou lavar louça, arrumar bagunça, “zumbizar” no sofá…) antes de capotarmos na cama, apesar de que é necessário um certo sacrifício da minha parte de ficar uma (looonga) hora dando peito, nanando e fazendo luta livre. Isso não quer dizer que a Laia durma toda a noite, isso para mim já é memória de uma vida passada. Ela acorda para mamar de 1 a 3 vezes, depende da noite, mas não tem ficado acordada umas horas no meio da madrugada que era o que me matava.

Ela só quer sentar, detesta ficar deitada de barriga para cima, e de bruços fica bem se encontra algo muito interessante, daí empina bem a bunda, gira sobre o próprio eixo, dá uma empurrada com os braços para frente e para trás, e até já se virou algumas vezes, mas fica com cara de espanto sem entender nada.

Começou a “dançar” ao escutar música (se sacode toda ao estar sentada) ou quando fazemos muita farra para ela.

Ah e uma das coisas mais fofas: descobriu os niños e os cachorros. Espicha bem o pescoço seguindo aqueles que passam perto dela, e deixei ela socializar com um delicado dogue alemão que encontramos no parque outro dia. Com os amiguinhos eu fico meio controlando, porque ela belisca e arranha a gente e me dá medinho que ela machuque os outros bebês.

Eu acho que vi um cachorrinho! Quem vai lamber quem?

Eu acho que vi um cachorrinho! Quem vai lamber quem?

Respeito múúútuo: blogagem coletiva Coração Materno

ProjetoCoracaoMae

Eu sempre tentei ser empática, me colocar no lugar do outro, não fazer com o próximo aquilo que não quero que façam comigo. Mas ao mesmo tempo sempre fui metida a sabe tudo, mandona e com opiniões fortes que defendia com unhas e dentes, achando que era a rainha da verdade absoluta.

Verdade absoluta: coisa que a maternidade está me ensinando que não existe! Sim, porque algo que pode ser verdadeiro e perfeito para mim, minha filha e família, pode simplesmente não funcionar e não ser adequado para outros. E estou muito orgulhosa que no meu processo de formação mamífera tenho conseguido defender minhas convicções, lutar pelas minhas certezas, sem ofender nem atacar outras mães e inclusive apoiando-as nas suas decisões e escolhas.

Aqui em Barcelona faço parte de dois grupinhos pequenos de mamás, e em ambos temos casos de partos naturais, normais com epidural, cesárea, dor lancinante de “pedir para sair” e experiência maravilhosa de “posso repetir amanhã?”. Temos os casos de uma lactância materna de sucesso, com busca por informação e soluções para os eventuais problemas que surgiram, e casos de péssima orientação e falta de apoio que resultaram num fracasso retumbante das tetas e a adoção precoce da mamadeira. E quem eu sou nesses clãs? A que pega na mão da colega e diz “estamos juntas nessa, o importante é que tu e o teu filhote estejam felizes”.

O melhor dessa atitude é que colho o mesmo que semeio, elas estão ali ao meu lado, me ajudando na busca das informações que me interessam, me apoiando nas decisões que tomo, mesmo quando titubeio. E suponho que todas as mães passam por esses momentos de duvidar de que são capazes, de não ter certeza que estão fazendo as coisas corretas na criação dos seus rebentos. E é nesses momentos que precisamos estar unidas, porque a sociedade em geral ainda vai um pouco “contra a maternidade” em alguns quesitos, vide licenças, proibições de amamentar em determinados locais, falta de orientação real na hora de parir… Sempre acreditei que se o mundo fosse mais matriarcal e feminino existiriam menos guerras, mas temos que começar o processo de paz primeiro no nosso seio, sem comparações ou julgamentos, somente com compreensão e empatia.

Portanto comecemos, respeito múúútuo mulherada!

* Quer ler os outros posts da blogagem coletiva? Link para o blog Projeto de Mãe.

Profissão: VACA!

Pois é, nunca na vida imaginei que seria mãe em tempo integral, mas a vida dá muitas voltas e devido a várias circunstâncias a bezerrinha vai desfrutar da companhia da mamãe pelo menos até o seu primeiro aniversário.

É todo um luxo poder cuidar da bichinha e não precisar levá-la tão cedo a uma creche, em um país que é como o Brasil no que se refere aos direitos da mãe trabalhadora. Somente se concedem 4 meses de licença maternidade, e dependendo do setor em que se trabalha se conseguem mais alguns dias para amamentar. Em total, uma mulher que negocia bem com a empresa os dias de férias além das licenças, consegue ficar quase 6 meses com o seu bebê, o que nem sempre é suficiente para ambos.

Então o que aconteceu conosco?

Ao decidir ter filhos, o Tourinho e eu sempre falamos que eles deveriam crescer perto da família, e que seria quase impossível continuar longe sem uma estrutura de apoio emocional e logístico. Esperamos nascer a Laia para determinar nossa estratégia, e já temos planos para voltar em poucos meses, mais ou menos quando ela esteja com 1 aninho. Daí veio a questão profissional: não fazia sentido voltar ao trabalho e levar a pequena à creche por uns poucos meses, portanto adiantei a saída da empresa. Mas e o dinheiro?

Na Espanha o “paro” (seguro desemprego) é diferente, e dependendo do tempo e valor de contribuição, uma pessoa pode ganhar um salário bem razoável por vários meses. No nosso caso conseguiremos manter o mesmo nível econômico (que não era muito alto mesmo) pelo período em que estaremos preparando a nossa viagem.

Não vou negar que sentirei (e já sinto) falta de trabalhar, me sentir independente, útil, me relacionar com adultos e falar de outros assuntos que não os referentes a bebês, mas estou curtindo muito saber que poderei acompanhar minha filhota nessa fase fundamental das nossas vidas, e que ela vai ter algo muito importante para o seu crescimento: a mamãe ali do lado a todas horas!

5 meses de bezerrices

Cadê aquele bebê que dormia uma incrível noite inteira? Chegamos a noites de 9, 10 horas (!!!) de sono ininterrupto, e agora raramente passamos de 4 ou 5. No grupo de apoio à amamentação tinham me avisado que isso poderia acontecer por volta dos 4 meses, mas achei que era balela, que não ia dar nada…ledo engano. A bezerrinha dorme direto umas horinhas (entre 3 e 5), pede para mamar, e depois volta a chamar em intervalos menores. A mãe aqui quase enlouquecendo já, porque o sono é sagrado para mim. Ah, e ainda por cima às vezes quando está mamando na madruga acorda e fica querendo conversar e brincar, e só consigo fazer dormir de novo umas duas horas depois.

Parece que isso é uma transição, uma fase de crescimento, e me desespero um pouco menos porque os outros bebês da mesma idade estão todos meio revolucionados no tema sono também. Mas olha, espero sinceramente que passe logo porque é complicado!

Os pés passaram a ser um brinquedo mega divertido, é botar de barriga para cima, que as mãos agarram os pés e ela pode ficar horas nisso, uma gostosura só.

Ela adora ficar sentada, e dura uns quantos minutos sem cair para os lados, mas mesmo assim só deixo sozinha se tem as almofadas ao redor para evitar cabeçadas no chão. Às vezes aproveito este momento para comer, fazer algo da casa, etc., mas sem tirar o olho da bichinha.

As dobras de sharpei estao indo embora, agora a mocinha está mais comprida e menos gorduchinha, mas ainda tem umas coxas de dar inveja em muita mulher fruta! Por esse motivo acabo de fazer uma troca em algumas peças de roupas, guardando as apertadas e botando em uso as maiores, mas se nota que o ritmo de espichaço agora é um pouco mais lento do que no primeiro trimestre.

Estamos assistindo a umas palestras sobre alimentação para nos preparar para quando ela comece a comer, mas ainda temos um mês de teta exclusiva pela frente.

Ah e claro, no fim disso tudo teve as festas de fim de ano! Como ela é uma boêmia, assistiu as “meias noites”, dançou e cantou com os papais, e apesar de que éramos só os três em casa nos divertimos bastante.

O "regalo" de Natal: Peppa e George Pig

O “regalo” de Natal: Peppa e George Pig

5 meses

No dia do mêsversário, tomando um café com os papitos

 

 

Múúúito felizes festas!!!

Tentarei aproveitar essa época para organizar um pouco o blog e preparar uns posts, mas desejamos de coração festas maravilhosas e um ótimo 2014 pra todo mundo!

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4 meses de bezerrices

Temos uma mocinha que quase senta e que chega a fazer força para se erguer sozinha, adora ficar de pé e tem umas pernas super fortes, que dá gaitadas (risadas) muito gostosas quando brincamos com ela, e que sai agarrando tudo o que passa na frente.

Se deu conta que se a mão chega é perto é só pegar, e temos que começar a cuidar quando há algo próximo dela. Isso vale para pessoas também, portanto meu cabelo está sempre preso, e já rolam uns beliscões e arranhões doloridos na galera.

Adora se olhar no espelho e sempre abre um sorriso ao ver o reflexo, e às vezes até espicha a mãozinha para tocar aquele nenê.

Continua detestando se vestir, mas já criamos um sistema e se irrita muito menos se fica sentada para se trocar.

Ainda somos a inveja das mamães por dormir 8 ou 9 horas direto pela noite, mas segue sendo o desespero dos papais porque essas benditas horas só começam às 00h, às 01h, às 02h…

Já brinca bem mais com seus bichinhos e chocalhos, mas a amiga do peito é a Mônica mordedor! No meio da sala temos o seu cantinho colorido com tudo espalhado para as sessões de brincadeira.

Estamos enfrentando bem o frio que já chegou por essas bandas e sai por aí vestida de “ewok”, causando alvoroço na rua.

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Parece um ursinho de pelúcia mas é gente

Recentemente foi torturada pela mãe ruim representante deste mundo que idolatra a beleza, ganhando brincos nas orelhas. Fazer o que, mas eu adoro e apesar de ficar até com remorso depois, achei que ficou linda!

O brinco e a parceira Mônica

O brinco e a parceira Mônica

Também tivemos pediatra essa semana, está tudo nos conformes, foi vacinada, e seguirá pendurada na teta da sua mãe por mais dois meses de forma exclusiva!

Ah uma novidade mais: mamãe ficará em casa para cuidar da sua cria, em outro post conto os detalhes…