Profissão: VACA!

Pois é, nunca na vida imaginei que seria mãe em tempo integral, mas a vida dá muitas voltas e devido a várias circunstâncias a bezerrinha vai desfrutar da companhia da mamãe pelo menos até o seu primeiro aniversário.

É todo um luxo poder cuidar da bichinha e não precisar levá-la tão cedo a uma creche, em um país que é como o Brasil no que se refere aos direitos da mãe trabalhadora. Somente se concedem 4 meses de licença maternidade, e dependendo do setor em que se trabalha se conseguem mais alguns dias para amamentar. Em total, uma mulher que negocia bem com a empresa os dias de férias além das licenças, consegue ficar quase 6 meses com o seu bebê, o que nem sempre é suficiente para ambos.

Então o que aconteceu conosco?

Ao decidir ter filhos, o Tourinho e eu sempre falamos que eles deveriam crescer perto da família, e que seria quase impossível continuar longe sem uma estrutura de apoio emocional e logístico. Esperamos nascer a Laia para determinar nossa estratégia, e já temos planos para voltar em poucos meses, mais ou menos quando ela esteja com 1 aninho. Daí veio a questão profissional: não fazia sentido voltar ao trabalho e levar a pequena à creche por uns poucos meses, portanto adiantei a saída da empresa. Mas e o dinheiro?

Na Espanha o “paro” (seguro desemprego) é diferente, e dependendo do tempo e valor de contribuição, uma pessoa pode ganhar um salário bem razoável por vários meses. No nosso caso conseguiremos manter o mesmo nível econômico (que não era muito alto mesmo) pelo período em que estaremos preparando a nossa viagem.

Não vou negar que sentirei (e já sinto) falta de trabalhar, me sentir independente, útil, me relacionar com adultos e falar de outros assuntos que não os referentes a bebês, mas estou curtindo muito saber que poderei acompanhar minha filhota nessa fase fundamental das nossas vidas, e que ela vai ter algo muito importante para o seu crescimento: a mamãe ali do lado a todas horas!

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4 pensamentos sobre “Profissão: VACA!

  1. A grande questão: o trabalho!
    Eu ando aqui angustiada, com vontade de trabalhar, saudade mesmo de não falar sempre sobre bebês. Mas ao mesmo tempo bem feliz por poder estar com ela nessa fase, tal qual você.
    Esses nossos dilemas acho que são mais que naturais. Fazem parte.
    Acaba que somos felizes nós e felizes os bebês que têm a nossa companhia quando mais precisam.

    Beijos!

    • Temos que nos permitir fazer o que nos faz felizes! Porque respeito a mãe que ama o seu trabalho e volta à labuta não só por obrigação, eu certamente seria uma dessas se estivesse em outra situação. Vamos curtir amiga mãemífera! Bjo bjo

  2. Que legal Flávia! Faz muito sentido mesmo essa decisão. A separação é muito difícil, não faria muito sentido vocês se separarem agora se o plano seria sair da empresa de qualquer jeito. Que bom que no teu caso o benefício do governo permite manter o padrão de vida, isso torna as coisas ainda mais fáceis! Eu tomei essa decisão depois de muito sofrimento. Hoje, seis meses depois, depois de muitas contas atrasadas, muitas noites viradas terminando trabalho, eu vejo que cada perrengue desse valeu a pena, quando percebo o quanto pude participar da vidinha do meu pequeno.
    Beijos

    • Sim De, estou muito contente com a oportunidade que temos e nem todas têm! Agora é ter muita atividade com a pitoca pra não pirar dentro de casa!
      Bjo

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